Rodrigo Stabeli, pesquisador da Fiocruz, comenta sobre o cenário atual; neste ano, até 27/03 o estado registrou 61,3 mil casos
O Brasil enfrenta uma situação crítica com a proliferação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue, chikungunya e zika. Especialistas alertam para a gravidade da situação, especialmente em regiões como Ribeirão Preto e outras cidades de São Paulo e Minas Gerais, que estão em estado de emergência de saúde pública.
Aumento dos casos e período crítico
Segundo Rodrigo Estable, pesquisador da Fiocruz, o período entre abril e maio marca o ápice da proliferação do mosquito, coincidindo com o período chuvoso. A maior abundância do vetor, aliada à falta de saneamento básico em algumas regiões, aumenta significativamente o risco de transmissão dessas doenças. A presença de água parada em recipientes, como vasos de plantas, ralos e pneus, cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito.
Prevenção e combate ao mosquito
Dr. Estable destaca a importância da prevenção como principal ferramenta no combate à dengue, chikungunya e zika. A limpeza de quintais e a eliminação de criadouros do mosquito são medidas essenciais. O uso de repelentes, aprovados pela Anvisa, também é recomendado, principalmente para pessoas em grupos de risco. O pesquisador alerta contra o uso indiscriminado de inseticidas, pois pode levar ao desenvolvimento de resistência nos mosquitos.
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Expansão geográfica e desafios
A expansão geográfica dessas doenças é um fator preocupante. A dengue se espalha principalmente pelo eixo da Rodovia Anhanguera, enquanto a chikungunya afeta regiões como Barretos e Frutal. A circulação de pessoas infectadas e a alta densidade populacional contribuem para a disseminação das doenças. O combate eficaz requer um trabalho conjunto entre a população e as autoridades de saúde, focando na prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito.



