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Empresa de artigos esportivos, Netshoes, assume ‘vaga’ do Cruzeiro para disputar o CBLoL

Confira os detalhes com o especialista Nicholas Bocchi na coluna 'Good Game CBN'
Netshoes CBLoL
Confira os detalhes com o especialista Nicholas Bocchi na coluna 'Good Game CBN'

Confira os detalhes com o especialista Nicholas Bocchi na coluna ‘Good Game CBN’

O cenário competitivo de games no Brasil passou por mudanças significativas recentemente, envolvendo contratos, licenciamentos e a busca por maior inclusão. Vamos analisar alguns pontos-chave.

Mudanças no Patrocínio do Cruzeiro no CBLOL e LBFF

O Cruzeiro Esporte Clube rompeu seu contrato com a Eflex, empresa que gerenciava sua participação em esportes eletrônicos, incluindo o CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) e o LBFF (Liga Brasileira de Free Fire). A Eflex detinha os direitos de licenciamento da marca do Cruzeiro para oportunidades de negócios, com o clube recebendo uma porcentagem dos lucros. Após o rompimento, a NetShoes assumiu o patrocínio, licenciando a marca do Cruzeiro. A legislação brasileira ainda carece de clareza em relação a naming rights e licenciamentos, mas o regulamento das competições exige aprovação das operadoras (Riot Games para o CBLOL e Garena para o LBFF) para qualquer mudança de patrocinador.

O Girl Gamer Challenge e a Polêmica de Dubai

O Girl Gamer Challenge, competição voltada para o público feminino, gerou controvérsias com sua final em Dubai. A escolha do país, conhecido por suas leis restritivas em relação aos direitos das mulheres e à comunidade LGBTQ+, foi criticada por atletas e público. Para a próxima edição, devido à pandemia e às dificuldades de viagens internacionais, o torneio será realizado totalmente online, com finais nacionais.

Perspectivas Futuras

A fragilidade da legislação brasileira sobre licenciamento de marcas em esportes eletrônicos deixa brechas para mudanças repentinas de patrocinadores, como o caso do Cruzeiro. A busca por maior inclusão de gênero no cenário competitivo, representada pelo Girl Gamer Challenge, enfrenta o desafio de conciliar o crescimento do público feminino com a realidade de países com leis e culturas que podem ser incompatíveis com os valores de igualdade e respeito. O futuro do cenário competitivo dependerá da evolução da legislação e da conscientização das empresas e organizações envolvidas.

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