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Empresária acusada de esfaquear estudante de medicina vai a júri popular em Ribeirão Preto

Ré responde por tentativa de homicídio qualificado e julgamento está marcado para a próxima semana no fórum da cidade
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Foto: Reprodução

A empresária Aline Fernanda Masquieto será julgada na próxima semana em Ribeirão Preto por tentativa de homicídio qualificado. Ela é acusada de esfaquear o então namorado, um estudante de medicina, durante uma briga ocorrida em 2022 dentro de um imóvel na zona leste da cidade.

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes e ocorrido sem que a vítima tivesse chance de se defender. A defesa, por outro lado, sustenta que Aline agiu em legítima defesa após sofrer agressões. De acordo com a denúncia, o estudante Diego Lima Tierback foi atacado com golpes de faca durante uma discussão do casal. O caso aconteceu em um prédio localizado na avenida Presidente Kennedy, na região da Ribeirânia.

Para o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, o que caracteriza a tentativa de homicídio qualificado. Após o ocorrido, a polícia foi acionada, mas a suspeita não foi presa naquele momento.

Durante as investigações, Aline passou a viver na Espanha, onde se envolveu em outro caso que ganhou repercussão. A situação chamou a atenção das autoridades brasileiras e levou à prisão dela no exterior. Posteriormente, a empresária foi extraditada para o Brasil. Ela permaneceu presa por mais de seis meses fora do país e, após retornar, ficou cerca de quatro meses detida até conseguir responder ao processo em liberdade.

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O júri popular está marcado para a próxima quinta-feira no fórum de Ribeirão Preto e deve definir a responsabilidade da acusada no caso. A defesa afirma que pretende demonstrar que Aline foi vítima de violência doméstica e que reagiu para se proteger. Já especialistas apontam que, em caso de condenação, a pena pode variar entre 4 e 20 anos de prisão, com possibilidade de cumprimento em regime fechado.

O tempo em que a ré permaneceu presa poderá ser descontado de uma eventual pena. A vítima, hoje formada em medicina, não quis comentar o caso.

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