Alexandre Titoto teria agredido e enterrado vivo Carlos Alberto de Souza Araújo; dívida de R$ 620 mil teria sido a motivação
O empresário Alexandre Titoto será julgado em Ribeirão Preto no dia 27 de setembro pelo assassinato do analista financeiro Carlos Alberto de Souza Araújo, ocorrido em fevereiro de 2003. O Ministério Público acusa Titoto de homicídio triplamente qualificado, juntamente com Adelê da Silva Mota, administradora da Lava Jato.
O Crime
Segundo o Ministério Público, Titoto atraiu Carlos Alberto para seu escritório com a promessa de apresentar um cliente. No local, Titoto e Adelê o atacaram com pauladas e golpes com um objeto circular de lixo. Ainda vivo, Carlos Alberto foi amarrado e enterrado em uma fazenda próxima a Ribeirão Preto, propriedade da família de Titoto. O atestado de óbito indica morte por traumatismo craniano, asfixia mecânica e soterramento. A motivação seria uma dívida de R$ 600 mil.
O Andamento do Processo
Adelê da Silva Mota foi presa em novembro de 2014, condenada a 18 anos de prisão, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e ela está solta desde dezembro do ano passado. Titoto também responde em liberdade. O julgamento já foi adiado duas vezes: em junho, por falta de uma testemunha, e em dezembro, a pedido da promotoria devido à anulação do júri de Adelê. O promotor Marcos Túlio Nicolino explica que a decisão sobre Adelê poderia influenciar o julgamento de Titoto, já que ambos respondem pelos mesmos crimes. Este julgamento se refere apenas a Alexandre Titoto. Caso condenado, ele poderá recorrer.
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Pedido do Ministério Público
O Ministério Público pede a condenação de Alexandre Titoto por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe. A sentença será proferida em primeira instância.


