Marcelo Cury, que responde em liberdade há 19 anos, apresentou laudo do perito Ricardo Molina como defesa
Um dos casos mais comentados de Ribeirão Preto pode ter seu desfecho nesta quinta-feira (25). O empresário Marcelo Curi será julgado por júri popular, respondendo em liberdade a um processo de duplo assassinato ocorrido em 5 de abril de 1997.
O Relatório Pericial
O renomado perito Ricardo Molina apresentou na terça-feira as conclusões de sua perícia, baseada em depoimentos de testemunhas e laudos da época. Segundo Molina, o empresário agiu em legítima defesa, disparando mais de 12 vezes contra três agressores que o atacaram. A defesa argumenta que Marcelo estava em uma situação de risco iminente, sendo surpreendido pela violência.
A Versão dos Fatos
De acordo com a investigação, Marco Antônio de Paula e João Falcão Neto, ambos com 29 e 31 anos respectivamente, foram mortos após serem atingidos pelos disparos. Sérgio Coelho, que também foi atingido por três tiros, sobreviveu e contestou a versão da legítima defesa. A narrativa apresentada pela defesa descreve uma sequência de eventos que culminou no ataque a Marcelo. Inicialmente, houve uma discussão envolvendo Marco, que posteriormente recrutou mais dois comparsas para agredir Marcelo. O ataque ocorreu enquanto Marcelo conversava com uma amiga em seu carro, sendo surpreendido por socos na nuca antes mesmo de entender o que estava acontecendo. A surpresa, segundo a defesa, é um ponto crucial para a caracterização da legítima defesa.
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O Julgamento
O julgamento de Marcelo Curi está marcado para quinta-feira, 25, às 10h30, no Fórum de Ribeirão Preto. Se condenado, o empresário poderá cumprir pena de até 30 anos de prisão. O caso, que gerou grande repercussão na cidade, aguarda atrásra a decisão do júri popular.



