Previsão é que as empresas economizem cerca de R$ 28 milhões com revisão; Cleyton Guimarães comenta e esclarece os pontos
A reforma tributária, aprovada na Câmara dos Deputados, gera dúvidas e comemorações. O movimento Brasil Competitivo estima uma economia de R$ 28 bilhões anuais para empresas com a redução da burocracia.
Carga Tributária e Burocracia: Obstáculos para as Empresas
A alta carga tributária no Brasil impacta negativamente a performance das empresas, onerando produtos e serviços. A complexidade e, muitas vezes, injustiça do sistema tributário, com cobranças em três esferas de governo, tornam o Estado um “sócio” burocrático e oneroso.
Pontos-Chave da Reforma Tributária
A reforma tributária, apesar de tímida, introduz mudanças significativas. A criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), uma cesta básica nacional isenta de impostos e a manutenção do imposto seletivo sobre produtos como tabaco e bebidas alcoólicas são destaques. O IVA unifica impostos estaduais (ICMS e ISS) e federais (PIS, Cofins e IPI), simplificando a cobrança. O modelo deixa de ser em cascata, sendo cobrado no destino e não mais na produção, evitando a guerra fiscal entre estados. A cesta básica terá alíquota zero e o imposto passa a ser cobrado no local de destino da mercadoria.
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Impacto e Benefícios
Embora não altere significativamente a carga tributária total, a reforma visa simplificar o sistema, tornando a cobrança mais eficiente e reduzindo a burocracia para as empresas. Prevê-se a devolução de parte dos impostos (cashback) para reduzir desigualdades, focando em energia elétrica e gás de cozinha para a população de baixa renda. A reforma representa um passo em direção a um sistema tributário mais justo e eficiente, beneficiando empresas e consumidores.