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Empresário confirma que parte das dívidas com Sandro Rovani eram pagas com carros para Wagner Rodrigues

Valor dos veículos era abatido das dívidas com empréstimos que José Arruda tinha com Rovani; ele prestou depoimento nesta manhã
dívidas Sandro Rovani
Valor dos veículos era abatido das dívidas com empréstimos que José Arruda tinha com Rovani; ele prestou depoimento nesta manhã

Valor dos veículos era abatido das dívidas com empréstimos que José Arruda tinha com Rovani; ele prestou depoimento nesta manhã

A Operação Holdin, desdobramento da Operação Cervandija (2016), investiga um esquema de corrupção em Ribeirão Preto. O foco atual é a lavagem de dinheiro, com Sandro Hovane, ex-advogado do sindicato dos servidores e preso em Tremembé, como pivô central.

Depoimento de José Arruda

O empresário José Arruda, dono de uma revenda de carros e amigo de Sandro Hovane, prestou depoimento como testemunha de acusação. Apesar de não ser réu, Arruda firmou acordo de delação premiada, revelando detalhes que podem implicar Wagner Rodrigues, ex-presidente do sindicato e também colaborador premiado. Segundo o Ministério Público, Arruda atuou como intermediário na lavagem de dinheiro proveniente dos honorários advocatícios de Isueli Librande, rateados entre os acusados.

Detalhes da Lavagem de Dinheiro

Em seu depoimento de duas horas e meia, Arruda relatou empréstimos frequentes de Sandro Hovane, investidos em sua revenda. Embora Hovane não cobrásse juros, Arruda pagava valores adicionais, parte dos quais eram quitados com carros repassados a Wagner Rodrigues. Entre os veículos negociados estão uma SpaceFox, uma Doblo, uma Tiguan e uma Pajero. Arruda afirma desconhecer Wagner, mas que Hovane determinava o abatimento do valor dos carros na dívida dos empréstimos. Wagner apenas escolhia o carro, e Hovane comunicava o abatimento do valor na dívida com os cheques do escritório Librande.

Esquema de Fracionamento de Cheques

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) detalhou como os cheques de Maria Zueli Librande, de valores altos, eram divididos em cheques menores para dificultar o rastreamento. Um cheque de R$ 220 mil, por exemplo, foi dividido em dois de R$ 110 mil, e posteriormente em outros dois de R$ 50 mil e R$ 60 mil. O GAECO estima em R$ 1 milhão o valor lavado. Além de Sandro Hovane, outros envolvidos na operação são Ana Cláudia (filha de Sandro), o advogado Marcelo Girgomes, o empresário Paulo Roberto Nogueira e Márcio Jariéu.

O caso continua em andamento, com novas informações e desdobramentos esperados.

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