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Empresário de Jardinópolis é citado em investigações de esquema do PCC no setor de combustíveis

O Empresário de Jardinópolis é citado em investigações de esquema do PCC no setor de combustíveis
esquema do PCC
O Empresário de Jardinópolis é citado em investigações de esquema do PCC no setor de combustíveis

O Empresário de Jardinópolis é citado em investigações de esquema do PCC no setor de combustíveis

O empresário Waldemar de Bortoli Jr., de Jardinópolis, está sendo investigado por suposto envolvimento do setor de combustíveis em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A distribuidora Solfuel, de sua propriedade, é suspeita de participar de fraudes em fundos de investimento, facilitando a ocultação de valores ilícitos.

Investigação Aponta Fraudes Milionárias

As investigações indicam que pelo menos R$ 30 milhões em notas comerciais da Solfuel foram direcionados a um fundo com indícios de inserir valores de origem não identificada no sistema financeiro. Segundo apurações, outras empresas do setor de combustíveis também estariam envolvidas nas práticas criminosas.

Esquema Envolvia Adulteração e Distribuição Ilegal

O esquema, conforme revelado, iniciava-se com a importação de produtos químicos para adulterar combustíveis. Pelo menos cinco usinas no interior de São Paulo foram utilizadas para abastecer a rede criminosa. A Duvali, também sediada em Jardinópolis, teria desempenhado um papel crucial na distribuição dos combustíveis adulterados, com o apoio de transportadoras, para os postos envolvidos.

Fintechs e o Fluxo Bilionário de Dinheiro

A investigação identificou ramificações em Ribeirão Preto e revelou a movimentação de valores bilionários através de fintechs, como a BK, sediada em Barueri e com filial em Ribeirão Preto. A empresa foi alvo de mandados de busca e apreensão, com indícios de ter movimentado mais de R$ 46 bilhões para o crime organizado em cinco anos. A Receita Federal aponta que a fintech utilizava contas de clientes envolvidos em atividades criminosas, sem a devida transparência sobre a origem e o destino dos valores.

A prefeitura de Ribeirão Preto cancelou o contrato com a fintech, que gerenciava os pagamentos de crédito e débito dos serviços da RPmob, responsável pelo trânsito na cidade. As investigações apontam que cargas de metanol eram desviadas de rotas legais e direcionadas a postos, muitas vezes com notas fiscais falsas. Em alguns casos, o metanol representava até 90% da gasolina, excedendo o limite permitido e colocando os consumidores em risco.

A análise de uma operação anterior revelou movimentações financeiras bilionárias com contas de terceiros, fundos de investimento e fintechs, utilizados para lavar o dinheiro da organização criminosa. Empresas atuavam tanto em negócios lícitos quanto ilícitos, buscando legitimar suas operações e dificultar o rastreamento das atividades criminosas.

O caso levanta sérias preocupações sobre a complexidade e a abrangência das operações de lavagem de dinheiro, bem como a necessidade de fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização para combater o crime organizado.

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