Ex-advogado do Sindicato dos Servidores está preso por suposto esquema de corrupção investigado pela Operação Sevandija
A delação premiada de José Arruda, dono de uma garagem de carros, homologada pela justiça em 25 de outubro, trouxe novas informações sobre um esquema de empréstimos e pagamentos ilícitos. O documento, ao qual a reportagem teve acesso, revela detalhes de transações financeiras envolvendo Arruda, Sandro Rouvani (ex-advogado do sindicato de servidores) e Wagner Rodrigues (ex-presidente do sindicato).
Empréstimos e Pagamentos Ilícitos
Arruda afirma ter frequentemente pedido empréstimos a Rouvani, sem juros, mas sempre pagando um pouco a mais. Parte desses pagamentos teria sido depositada na conta de Wagner Rodrigues. Quando Rouvani foi preso durante a Operação Cervandija, Arruda devia a ele mais de R$ 600 mil. Para quitar a dívida, parte do pagamento foi feita em carros entregues a Rodrigues, que responde ao processo em liberdade.
Consequências para Wagner Rodrigues
Para o advogado e professor da USP, Daniel Pacheco, as novas revelações podem complicar a situação de Wagner Rodrigues, que já havia assinado um acordo de delação premiada na Operação Cervandija. Embora a delação anterior não se relacione diretamente com os novos fatos, a abertura de um novo processo é possível caso haja indícios de novos crimes. A colaboração com a justiça será crucial para evitar novas prisões, independentemente da delação anterior.
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Próximos Passos e Outros Envolvidos
A Operação Houdini, braço da Operação Cervandija, iniciará a oitiva de testemunhas de acusação e defesa a partir de 5 de dezembro. Os réus, incluindo Sandro Rouvani, sua filha Ana Claudio Silveira, o advogado Marcelo Girgomes, e o empresário Paulo Roberto Nogueira, prestarão depoimentos somente em 2019. Eles são suspeitos de tentar ocultar um milhão de reais em propina dos honorários advocatícios de Zueli Librande, ex-advogada do sindicato dos servidores, condenada na Operação Cervandija.



