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Empresário denuncia falta de estrutura da Prime em obras de duplicação

Responsável por empresa quarteirizada disse que a Prime não tem condições técnicas de seguir nas obras da Av. Antônia Marincek
obras de duplicação
Responsável por empresa quarteirizada disse que a Prime não tem condições técnicas de seguir nas obras da Av. Antônia Marincek

Responsável por empresa quarteirizada disse que a Prime não tem condições técnicas de seguir nas obras da Av. Antônia Marincek

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as obras da Avenida Antônia Mugnato Marinsek e do Ribeirão Verde, em Ribeirão Preto, ouviu o depoimento de Antônio Ítalo de Larcina Jr., responsável pela construtora Drill. Suas declarações revelaram um esquema de terceirização que levanta preocupações sobre a gestão do projeto.

Terceirização Questionável

Ítalo Jr. afirmou que a Drill executou cerca de 90% das obras da avenida, atuando como subcontratada da empresa Pryme, vencedora da licitação. Segundo ele, a Pryme, aparentemente, não possui estrutura técnica ou financeira para executar a obra, existindo apenas no papel. A Drill, portanto, assumiu a maior parte do trabalho, enquanto a Pryme limitou-se a gerenciar o projeto, recebendo 25% do valor total.

Problemas com Fornecedores e Pagamentos

O depoimento também destacou dificuldades da Pryme em adquirir materiais, especialmente asfalto, devido a dívidas com fornecedores locais. A Drill, sob responsabilidade de Ítalo Jr., acabou assumindo a compra de todo o material necessário para a obra. Além disso, a Pryme acumulou uma dívida de R$ 300 mil com a Drill, referente a valores recebidos da prefeitura e não repassados, levando à paralisação das obras em fevereiro.

Preocupações e Possíveis Consequências

As declarações de Ítalo Jr. causaram preocupação entre os moradores do bairro, que acompanharam a CPI. O presidente da Associação dos Moradores do Ribeirão Verde, Luiz Antônio França, solicitou uma solução rápida da prefeitura. O presidente da CPI, vereador Alessandro Maraca, apontou a evidente quaternarização dos serviços e a necessidade de a Pryme ser afastada da obra. A prefeitura afirma que a Pryme cumpriu o prazo para justificar a paralisação, mas não divulgou o conteúdo do documento. A construtora Pryme não foi encontrada para comentar o caso. A situação demonstra a necessidade de uma investigação completa e medidas para garantir a conclusão das obras e a transparência na utilização dos recursos públicos.

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