A Polícia Civil prendeu em flagrante um empresário de 46 anos durante uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (9) em um apartamento de alto padrão na avenida João Fiúza, na zona Sul de Ribeirão Preto. No local, os policiais apreenderam dezenas de produtos, entre cigarros eletrônicos e canetas emagrecedoras vendidas de forma ilegal.
De acordo com as investigações, os itens eram importados irregularmente da Índia, China e Paraguai e não possuíam autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo a polícia, os produtos ofereciam riscos à saúde de quem utilizava esse tipo de medicamento.
“Foram apreendidos também no local alguns isopor, vários isopores e gelo, o que significa que esse produto fica na geladeira. Essas canetas emagrecedoras quando são comercializadas geralmente são colocadas em isopor com gelo para entrega”, explicou o delegado Ricardo Turra.
Investigação
Segundo o delegado, a polícia recebeu informações de que o morador do apartamento estaria comercializando ilegalmente os produtos. Após investigação, foi solicitado à Justiça um mandado de busca e apreensão.
Leia também
“Nós tivemos reiteradas informações que uma pessoa proprietária de um apartamento de alto padrão ali na Avenida João Fiúza estava praticando comércio ilegal de canetas emagrecedoras e cigarros eletrônicos provenientes do Paraguai”, afirmou Turra.
O empresário alegou que comercializava cigarros eletrônicos trazidos do Paraguai e que as canetas seriam para uso próprio. No entanto, segundo a polícia, também foram encontrados peptídeos e outros produtos proibidos pela Anvisa.
Casos na região
A apreensão ocorre dias após outra operação na região. No início do mês, em Monte Alto (SP), uma biomédica e uma técnica em enfermagem foram presas em flagrante por aplicar canetas emagrecedoras em um consultório clandestino.
Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou fichas clínicas com registros de pacientes, cronogramas de aplicação e valores cobrados pelos procedimentos.
“Lá havia o nome do paciente e também o cronograma de aplicação com a posologia, os valores e uma tabela demonstrando o emagrecimento da pessoa”, disse o delegado Marcelo Lourenço dos Santos.
As duas suspeitas foram liberadas e devem responder em liberdade por crimes contra a saúde pública, como falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins medicinais. A defesa afirma que os produtos seriam de uso pessoal e que as profissionais atuam dentro das diretrizes da profissão.


