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Empresário que atropelou estudantes durante manifestação é condenado a pagar indenização para família de jovem que estava entre o grupo atingido

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Atropelamento manifestação estudantes
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A Justiça de Ribeirão Preto condenou o empresário Alexandre Xsato de Azevedo a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais às vítimas do atropelamento ocorrido durante uma manifestação em junho do ano passado. O incidente resultou na morte do estudante Marcos Delefrate e ferimentos em Nicolha Moreira da Silva.

A Decisão Judicial e a Reação da Vítima

O advogado de Nicolha, Joaquim Romão da Silva Neto, informou que a sentença, datada de 30 de outubro e publicada no Diário de Justiça, julgou procedente a ação de reparação de perdas e danos, com foco nos danos morais. Nicolha e seus familiares receberam a notícia com entusiasmo, embora a decisão ainda esteja sujeita a recurso de apelação ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Segundo o advogado, a princípio, não haverá recurso por parte de Nicolha, considerando a decisão justa e o valor adequado para a família. A defesa aguarda para verificar se os familiares de Alexandre, que está preso, entrarão em contato para discutir a reparação dos danos.

Impacto na Vida da Estudante

O atropelamento forçou Nicolha a interromper seus estudos, impossibilitada de frequentar as aulas e perdendo uma bolsa de estágio que havia conquistado. Atualmente, ela retomou a vida acadêmica, mas as consequências do incidente ainda se fazem presentes, especialmente no âmbito judicial.

Próximos Passos e Possibilidades Jurídicas

A defesa de Alexandre Xsato de Azevedo pode argumentar dificuldades financeiras para o pagamento da indenização. No entanto, o cumprimento da sentença só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos. Caso o empresário não cumpra a decisão, a Justiça poderá buscar bens e valores para garantir o pagamento à vítima, como forma de reparar os danos morais e psicológicos sofridos.

Após a publicação da sentença, Alexandre tem 15 dias para recorrer em segunda instância. O caso será encaminhado à Defensoria Pública, responsável por contestar a ação, para eventual recurso de apelação. Caso haja recurso, a defesa de Nicolha apresentará suas manifestações, e o processo seguirá para o Tribunal de Justiça em São Paulo.

Apesar do otimismo em relação ao recebimento da indenização, o advogado ressalta que os valores não serão capazes de reparar integralmente o sofrimento da família. O foco principal permanece na busca por justiça criminal, com a esperança de que o responsável seja devidamente responsabilizado.

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