Produto ficou 10% mais caro
O açúcar, principal produto de exportação da região de Ribeirão Preto, apresentou resultados contraditórios nos últimos 12 meses. Um estudo do Ceper, fundação da USP, revelou um aumento de 10% no valor de negociação com outros países, enquanto o preço interno caiu 7% no mesmo período.
Preços Internacionais e Mercado Interno
Segundo Luciano Nakabashi, coordenador do estudo, a lei da oferta e demanda, combinada com as oscilações do mercado internacional, explica essas variações. O preço externo influencia diretamente as negociações internas brasileiras. Apesar da queda de 2017, o preço atual do açúcar é superior ao de anos anteriores, impulsionando as exportações e a economia regional. Cidades mais dependentes do setor sucroalcooleiro, como Sertãozinho, sentiram os impactos positivos dessa recuperação.
Impacto Regional e Diversificação Econômica
O aumento das exportações não resultou em escassez interna e aumento de preços, pois o mercado interno é determinado pelo preço externo, e não apenas pela oferta e demanda. A produção anterior havia sido reduzida devido a uma crise financeira no setor. Nakabashi prevê estabilidade nos próximos meses, mas alerta para a necessidade de diversificação econômica em cidades altamente dependentes do setor sucroalcooleiro. A região possui grande capacidade industrial, o que poderia ser explorado para reduzir a dependência de commodities e minimizar oscilações econômicas.
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O estudo também analisou a situação nacional, constatando valorização dos produtos exportados devido às oscilações cambiais e ao crescimento de mercados consumidores externos. Houve aumento significativo na exportação de óleo bruto de petróleo (42%), enquanto outros setores, como o de veículos aéreos (-11%) e sumos de frutas (-18%), registraram quedas. A diversificação econômica se apresenta como crucial para garantir a estabilidade financeira de regiões fortemente dependentes do setor sucroalcooleiro, mitigando os efeitos negativos de flutuações no mercado internacional.



