Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Empresários que investiram em terrenos no distrito industrial de Ribeirão Preto enfrentam prejuízos devido ao atraso na entrega da infraestrutura prometida. A previsão inicial era que tudo estivesse pronto em dezembro de 2013, mas a realidade atual é de lotes abandonados e mato alto, impedindo que os negócios entrem em operação.
A Frustração dos Investidores
Leandro Livério do Carmo, proprietário de uma metalúrgica em Batatais, é um dos empresários afetados. Ele adquiriu dois lotes há um ano e meio, durante o lançamento da terceira etapa do distrito industrial. Apesar de os terrenos não terem sido entregues, ele recebeu cobranças de IPTU pelo segundo ano consecutivo. “É uma frustração enorme, já que um pequeno empresário já enfrenta tantas dificuldades. Muitas prefeituras oferecem isenção de impostos, ao contrário da prefeitura local, que ainda cobra por uma área que não existe”, desabafa.
O Impacto Financeiro e a Busca por Alternativas
A falta de infraestrutura impede que o dinheiro investido seja utilizado para melhorias e geração de empregos. Diante dos problemas, Leandro negociou os lotes, quitando um e devolvendo o outro. “Se eu tivesse aplicado esse dinheiro em outra coisa, já estaria obtendo retorno e gerando novos empregos”, lamenta. O gerente regional do Csp destaca que a notícia da internacionalização do aeroporto Leite Lopes foi um atrativo na venda dos lotes, mas a falta de planejamento prejudica o investimento.
A Visão do Setor e a Resposta da Prefeitura
A incerteza quanto à viabilização dos projetos e o não cumprimento das promessas desmotivam os empresários, que podem pensar duas vezes antes de investir em Ribeirão Preto. A prefeitura alega que o atraso se deve a problemas no processo de licitação e está negociando com a segunda colocada, após a desistência da primeira. Caso haja acordo, a conclusão da terceira etapa do distrito industrial está prevista para 18 meses. A administração reconheceu o erro na emissão dos carnês de IPTU e orienta os proprietários a procurarem a Secretaria da Fazenda para cancelar a cobrança.
A situação demonstra os desafios enfrentados por investidores em meio a promessas não cumpridas e burocracias, impactando o desenvolvimento econômico local.



