Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Moradores de Pontal se uniram em uma passeata no centro da cidade para exigir o aumento do efetivo das polícias Militar e Civil. A manifestação, que reuniu comerciantes, funcionários e autoridades locais, reflete a crescente preocupação com a segurança após a morte de dois empresários nas últimas semanas.
O Clamor da Comunidade
Marcos Pala, da Associação Comercial e Industrial, destacou a adesão em massa do comércio, que vive um clima de insegurança. “Não se trata só dos comerciantes, da indústria, do comércio. Várias casas são assaltadas e os assaltantes estão agindo com extrema violência, agredindo, batendo, atirando em nosso município. Através dessa manifestação, pedimos um basta nisso”, declarou Pala.
Efetivo Reduzido e Escolta de Presos
Luciano Estropa, administrador da Santa Casa, apontou que o efetivo da Polícia Militar é ainda mais reduzido devido às escoltas diárias de presos nos hospitais. “A cidade hoje está sem policial, um tempo policial civil, um tempo policial militar, e ainda assim os poucos têm que fazer escolta de preso, temos que dar segurança para o preso quando é atendido nos hospitais”, explicou.
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Reivindicações ao Poder Público
O prefeito de Pontal, André Luiz Carneiro, afirmou que a cidade precisa de mais policiais tanto para o trabalho preventivo quanto para as investigações. Ele ressaltou que a presença do Centro de Detenção Provisória (CDP) na cidade demanda um número significativo de policiais militares, além das escoltas de presos até o fórum local e a Santa Casa, o que acaba sobrecarregando ainda mais a segurança da cidade.
Resposta da Polícia Militar
O capitão da Polícia Militar, Vítor Moreto Santos, reconheceu que um aumento no número de militares seria benéfico, mas garantiu que o efetivo atual é suficiente para coibir os crimes. Ele informou que os autores dos dois assassinatos foram identificados e que os responsáveis pelo primeiro latrocínio foram presos em até duas semanas após o crime. Em relação ao latrocínio mais recente, o principal suspeito já foi identificado e preso.
Atualmente, Pontal conta com 31 policiais trabalhando, divididos em turnos de serviço, com duas viaturas por turno para o policiamento da cidade e do distrito de Cândia. O capitão Moreto orienta a população a acionar a polícia pelo 190 ao perceber qualquer atitude suspeita.
Na Polícia Civil, a reportagem apurou que existem apenas seis profissionais atuando no município.
Diante do exposto, a comunidade espera que as autoridades competentes atendam às reivindicações e reforcem a segurança em Pontal.



