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Empresários investigados em esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro negam os crimes

Operação 'Car Wash' acredita que o grupo tenha movimentado R$ 60 milhões em cinco anos; chefe da quadrilha está preso
tráfico de drogas
Operação 'Car Wash' acredita que o grupo tenha movimentado R$ 60 milhões em cinco anos; chefe da quadrilha está preso

Operação ‘Car Wash’ acredita que o grupo tenha movimentado R$ 60 milhões em cinco anos; chefe da quadrilha está preso

Megaoperação Desmantela Tráfico de Drogas em Hibrão Preto

Uma grande operação policial desmantelou um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de 60 milhões de reais em cinco anos na região de Hibrão Preto. A investigação, iniciada em novembro de 2023 e intensificada em dezembro com a Operação Car Wash, revelou detalhes surpreendentes sobre a organização criminosa.

Cafeína e Luxo: Os Ingredientes do Crime

A polícia descobriu que a organização utilizava cafeína para aumentar a produção de cocaína, ampliando seus lucros. A rede criminosa era composta por diversos indivíduos com papéis específicos: fornecimento de substâncias químicas, financiamento do tráfico e lavagem de dinheiro por meio da venda de carros de luxo. As investigações apontaram para um sofisticado esquema de movimentação financeira, com suspeitas de que mais de 30 milhões de reais foram movimentados entre 2019 e 2020 por dois dos principais suspeitos.

Prisões e Desdobramentos da Operação Ereji

Em um desdobramento da Operação Car Wash, denominada Operação Ereji, foram realizadas buscas em condomínios de Franca e Rifaina, além da zona sul de Hibrão Preto. Embora um suspeito de comprar cafeína para a produção de cocaína não tenha sido encontrado, Alain Tadache, apontado como chefe do esquema, já estava preso desde o início da operação. Roger Martins, também preso, é suspeito de fornecer a cafeína. Nevanir de Souza Neto, outro nome envolvido, nega as acusações de financiamento ao tráfico e lavagem de dinheiro, alegando atuar no comércio legal de veículos. As defesas de Roger Martins e Nevanir de Souza Neto alegam injustiça nas prisões. A defesa de Alain Tadache não se manifestou sobre as denúncias.

A operação demonstra a complexidade do crime organizado e a necessidade de ações integradas para combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. A investigação continua em andamento, com a expectativa de novas prisões e desdobramentos.

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