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Empresários protestam contra o fechamento do comércio de Ribeirão

Grupo critica a decisão do Governo Estado em restringir as atividades presenciais; manifestantes fizeram uma caminhada no centro
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Grupo critica a decisão do Governo Estado em restringir as atividades presenciais; manifestantes fizeram uma caminhada no centro

Grupo critica a decisão do Governo Estado em restringir as atividades presenciais; manifestantes fizeram uma caminhada no centro

Trabalhadores do setor de bares e restaurantes de Ribeirão Preto realizaram um protesto no centro da cidade contra as medidas de fechamento de estabelecimentos impostas pelo governo do Estado de São Paulo em prevenção à Covid-19.

Manifestação e reivindicações

A manifestação, que começou às 15h, reuniu mais de 100 pessoas na explanada do Teatro Pedro II, com previsão de atingir 400 participantes. Os manifestantes utilizaram apitos, panelas e faixas com críticas ao governador João Doria. O protesto seguiu em direção à prefeitura municipal, ocupando pelo menos três quarteirões. Renato Mônio, presidente regional da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), explicou que o objetivo é que o governo ouça o setor, demonstrando que os bares e restaurantes não são os propagadores da doença. Os números de casos, segundo ele, diminuíram quando o setor esteve aberto (agosto a outubro/início de novembro) e aumentaram durante os períodos de fechamento. As reivindicações incluem a extensão de auxílios, a possibilidade de operar em prejuízo sem pagar impostos, isenção de IPTU e a definição de um horário de funcionamento até a meia-noite.

Impactos econômicos e sociais

O fechamento na fase vermelha, especialmente a proibição de funcionamento após as 20h, impacta fortemente o setor, já que o público frequenta bares e restaurantes principalmente à noite. Mônio relatou que 35% dos trabalhadores não receberão salários, 28% receberão parcialmente e apenas 35% receberão integralmente. A situação afeta cerca de 10 mil pessoas desempregadas, com estimativa de aumento. A Abrasel aponta que muitos empresários estão em situação crítica, sem condições de pagar funcionários ou fornecedores. A falta de diálogo com o governo estadual agrava a situação, com pouca resposta aos contatos da associação.

Falta de diálogo e perspectivas

A manifestação demonstra a insatisfação com a falta de diálogo e a inconsistência das medidas do Plano São Paulo. A alegação é de que o governo não seguiu critérios técnicos, cedendo a pressões políticas e gerando insegurança para o setor. A criação de leitos de UTI é apontada como a última solução, enquanto a prevenção e o cumprimento de protocolos são considerados fundamentais para evitar o colapso do sistema de saúde e a piora da situação econômica e social. A situação atual demonstra a necessidade de um diálogo mais efetivo entre o governo e o setor para encontrar soluções que protejam a saúde pública e a economia local.

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