Estudo aponta que a redução na carga horária tem aumentado a produção das equipes; ouça o ‘CBN Emprego e Oportunidades’
Jornada de trabalho de quatro dias: um modelo promissor para empresas e trabalhadores
Modelo de 4 dias e seus benefícios
Empresas em países como Islândia, Reino Unido, Nova Zelândia, Escócia e Estados Unidos já testam com sucesso a jornada de quatro dias (ou 32 horas semanais) sem redução salarial. No Brasil, o modelo, ainda em fase experimental, começa a ganhar espaço, atraindo profissionais qualificados em um mercado competitivo. A proposta central é a de 100% do pagamento para 80% do tempo, buscando 100% de produtividade.
Impulso e resultados
A adoção desse modelo foi impulsionada por fatores como a grande rotatividade de profissionais, o esgotamento profissional (burnout) e os altos custos com saúde mental pós-pandemia. Estudos internacionais, inclusive da OCDE, apontam uma correlação entre menor carga horária e maior felicidade. No Brasil, dados de plataformas de recrutamento indicam que a redução da jornada melhora a saúde mental (85%) e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (86%) dos colaboradores. Empresas que já adotaram o modelo relatam aumento da eficiência, bem-estar e retenção de talentos, vantagens significativas em um mercado com alta demanda por profissionais qualificados.
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Aplicabilidade e futuro
A aplicabilidade em indústrias de alto rendimento é possível, desde que a produtividade seja mantida. A redução de custos com energia, maquinário e manutenção em um dia de trabalho a menos deve ser considerada. O sucesso depende da reorganização do trabalho para garantir a mesma produção em menos tempo. Apesar de ainda ser um modelo restrito a algumas empresas e posições específicas, principalmente em áreas como tecnologia e automação, a jornada de quatro dias representa um caminho promissor para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e a produtividade das empresas, com ganhos para todos os envolvidos.