Economista José Carlos de Lima Júnior explica como relação entre empresas beneficia o mercado do agro.
O agronegócio tem passado por um aumento significativo em fusões e aquisições, impulsionado pela pandemia e pela necessidade de melhorar a saúde financeira das empresas. A intercooperação e a busca por sinergias têm sido estratégias comuns para enfrentar os desafios econômicos.
Novas Tendências em Fusões e Aquisições
As fusões e aquisições no setor agro não se limitam mais à verticalização (aumento da capacidade de produção do mesmo produto). Observa-se uma crescente busca por diversificação e horizontalização, com empresas buscando negócios complementares para ampliar seu alcance e atuação no mercado. A união de forças entre empresas de diferentes portes, como a agricultura familiar e empresas de tecnologia, tem se mostrado uma tendência promissora.
O Papel da Tecnologia e das Startups
Startups ligadas ao agronegócio (Agtechs) desempenham um papel crucial nesse cenário. As empresas tradicionais buscam parcerias com essas startups para se manterem competitivas e inovadoras. A entrada de investidores e fundos de capital em startups do agro contribui para o crescimento e desenvolvimento dessas empresas, fomentando a inovação e a modernização do setor.
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Regulamentação e Análise Financeira
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) desempenha um papel importante na regulamentação de fusões e aquisições, especialmente em casos que possam resultar em monopólios ou em um poder de barganha excessivo no mercado. Antes de qualquer fusão ou aquisição, as empresas realizam uma avaliação (due diligence) para determinar o valor da empresa e analisar possíveis passivos trabalhistas, fiscais e outros. Esse processo pode levar meses ou até anos, dependendo da complexidade da transação.



