Feira Internacional de Calçados e Assessórios começa neste fim de semana, com setor ainda assombrado pela crise
Franca, polo calçadista brasileiro, enfrenta desafios na participação da Couromoda 2024.
Menor Presença na Couromoda
Apesar de abrigar quase 500 indústrias de calçados, Franca terá apenas 64 estantes na Couromoda, a maior feira de calçados e couro da América Latina, número inferior ao de 2023 (68 estantes) e representando apenas 14% do total de indústrias da cidade. José Carlos Brigadão, presidente do Cinde Franca, atribui essa baixa adesão à queda nas exportações nos últimos oito anos, com volumes abaixo do esperado (cerca de 3 milhões de pares).
Cenário Econômico Adverso
Brigadão aponta diversos fatores para a crise no setor exportador: falta de políticas claras para impulsionar as exportações, instabilidade econômica nacional, questões tributárias e a demora na aprovação de reformas trabalhista e fiscal. Outro obstáculo é a cotação do dólar, atualmente em R$ 3,19, enquanto o ideal para exportação seria R$ 3,50. Esse cenário encarece os produtos brasileiros, impactando a competitividade no mercado internacional. Para comparação, o melhor momento do setor foi em 1993, com mais de 15 milhões de pares exportados.
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Expectativas para o Mercado Interno
Apesar do cenário externo adverso, Brigadão demonstra otimismo com relação ao mercado interno. A boa performance da feira Zero Grau em novembro e a necessidade dos lojistas de repor estoques geram expectativas positivas para a Couromoda. O sucesso da feira será crucial para avaliar a perspectiva do setor para o próximo ano.
A 44ª edição da Couromoda, que acontece em São Paulo, espera receber 60 mil pessoas e exibir mais de mil coleções durante os quatro dias de evento. A feira representa uma oportunidade para as empresas brasileiras se apresentarem e buscarem recuperação no mercado, tanto interno quanto externo.



