Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
As recentes manifestações geraram debates sobre o impacto na imagem de marcas governamentais e estatais. A percepção pública sobre essas marcas, como a Petrobras e a Caixa Econômica Federal, está intrinsecamente ligada à confiança no governo.
O Desgaste da Imagem Governamental
A associação da marca do governo federal em publicidades de órgãos estatais e empresas mistas tem gerado reações negativas. A desconfiança em relação ao governo se estende às marcas que o representam, afetando a credibilidade de suas mensagens e produtos. A comparação com produtos falsificados ou de má qualidade ilustra o impacto do descrédito na percepção do consumidor.
Estratégias de Desvinculação e seus Desafios
A presença da Caixa Econômica Federal como patrocinadora de grandes clubes de futebol levanta questionamentos sobre a eficácia dessa estratégia em meio à crise de imagem do governo. A tentativa de desvincular o banco da imagem governamental enfrenta o desafio da percepção pública, que associa a instituição ao governo federal. A dúvida sobre o retorno efetivo desse investimento em mídia reflete a desconfiança generalizada.
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Reconstruindo a Confiança: Um Caminho a Seguir
Diante do cenário de descrédito, a recomendação é que o governo adote uma postura de discrição e foque em ações concretas para combater a corrupção e promover reformas. A retomada da confiança do consumidor e do cidadão passa pela demonstração de atitudes positivas e comportamentos que resgatem a credibilidade das marcas governamentais. Somente após essa reconstrução será possível retomar a comunicação e recuperar a posição de mercado.
O momento exige cautela e foco na recuperação da credibilidade, para que as marcas governamentais possam voltar a comunicar seus valores e serviços de forma eficaz.



