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Empresas que dependem do transporte coletivo foram as que mais tiveram afastamentos durante a pandemia

Gerente Regional da Ciesp aponta que não adianta fechar as indústrias se as pessoas se aglomeram no caminho ao trabalho
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Gerente Regional da Ciesp aponta que não adianta fechar as indústrias se as pessoas se aglomeram no caminho ao trabalho

Gerente Regional da Ciesp aponta que não adianta fechar as indústrias se as pessoas se aglomeram no caminho ao trabalho

Uma pesquisa realizada pelo CSP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Ribeirão Preto revelou uma preocupante correlação entre o uso do transporte público e o número de afastamentos por Covid-19 em empresas da região. O estudo, que entrevistou representantes de 29 indústrias, indica que empresas com maior percentual de funcionários dependentes de ônibus apresentaram taxas significativamente mais altas de afastamentos.

Transporte Público: Risco de Contágio

Desde o início da pandemia, o transporte público tem sido um foco de preocupação. Ônibus lotados aumentam o risco de transmissão do coronavírus, e apesar dos esforços da prefeitura e da empresa concessionária Pró-Urbano, o problema persiste, especialmente nos horários de pico. Usuários relatam ônibus superlotados, dificultando o distanciamento social, mesmo com o comércio parcialmente fechado.

Impacto nas Indústrias e Medidas de Restrição

A pesquisa do CSP mostrou que em empresas com menos de 5% dos funcionários utilizando transporte público, menos de 2% tiveram afastamentos por Covid-19. Já em empresas com 6% a 30% de funcionários dependentes de transporte coletivo, a taxa de afastamentos ultrapassou 6%, chegando a mais de 10% em algumas delas. Marcelo Mazzoneto, gerente regional do CSP, destaca que o risco de contágio no trajeto para o trabalho é maior do que no ambiente de trabalho, criticando medidas de restrição que isolam as indústrias sem resolver o problema do transporte público. Ele cita o caso de uma indústria que produz componentes para kits de diagnóstico de Covid-19, que teve que parar a produção por conta da falta de fornecedores, demonstrando a interdependência das indústrias e o impacto de fechamentos.

O Instituto Ribeirão 2030 também se manifestou, enviando um ofício à Câmara Municipal cobrando soluções para a superlotação nos ônibus. Reclamações formais à Transerp sobre superlotação em fevereiro já ultrapassaram 17, mas o número real é provavelmente muito maior, considerando os relatos nas redes sociais. A falta de álcool em gel em terminais e a dificuldade de higienização dos veículos após cada viagem agravam a situação, colocando em risco a saúde dos trabalhadores e da população.

A situação demonstra a necessidade urgente de medidas eficazes para melhorar o transporte público em Ribeirão Preto, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores e da população em geral, minimizando os impactos negativos na economia e no acesso a serviços essenciais.

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