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Empresas que recolhem entulho em Ribeirão paralisam serviços após oito meses sem receber

Há uma semana, as duas empresas contratadas no final de 2014 paralisaram as atividades; último pagamento foi feito em novembro
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Há uma semana, as duas empresas contratadas no final de 2014 paralisaram as atividades; último pagamento foi feito em novembro

Há uma semana, as duas empresas contratadas no final de 2014 paralisaram as atividades; último pagamento foi feito em novembro

A crescente quantidade de lixo nas ruas de Ribeirão Preto tem gerado incômodo e reclamações constantes por parte dos moradores. A situação, visível de norte a sul da cidade, levanta questões sobre a eficiência dos serviços de limpeza urbana.

Contratos e Dívidas: O Imbróglio da Limpeza Urbana

No final do ano passado, a prefeitura de Ribeirão Preto contratou duas empresas para realizar a limpeza pesada da cidade, incluindo a remoção de entulho e restos de construção civil. As empresas selecionadas foram a Fernandes Engenharia, de Jundiaí, e a Daniel Pasqual Locação, de Ribeirão Preto. Esta última ficou responsável por atuar em todas as regiões da cidade.

Entretanto, o que era para ser uma solução para o problema do lixo se transformou em um pesadelo para Daniel Pasqual, proprietário da empresa de locação. Segundo ele, a prefeitura não realiza os pagamentos há oito meses, impossibilitando a continuidade dos serviços. “Desde novembro não recebemos nada, nem para o combustível dos caminhões”, desabafa Pasqual.

Serviços Paralisados e Prejuízos Acumulados

Diante da falta de pagamento, a empresa Daniel Pasqual Locação se viu obrigada a paralisar os serviços de limpeza. O contrato com a prefeitura, orçado em R$ 95 mil, previa o pagamento em quatro parcelas de R$ 23.750. No entanto, a dívida acumulada já chega a R$ 108 mil. “Banquei o serviço durante oito meses na promessa de pagamento, mas atrásra não tenho mais condições de arcar com os custos”, lamenta Pasqual.

A situação afeta diretamente a população, que já sente os impactos da paralisação na limpeza de praças e áreas públicas. Pasqual, que participou pela primeira vez de um pregão para prestar serviços à prefeitura, expressa sua frustração: “O sonho de ganhar a licitação está se transformando em um pesadelo”.

Crise Financeira e a Posição da Prefeitura

A Fernandes Engenharia, empresa de Jundiaí que também venceu a licitação, confirmou que está sem receber desde fevereiro e também suspendeu os trabalhos de limpeza. Procurada, a prefeitura de Ribeirão Preto alegou que os atrasos nos pagamentos são decorrentes da crise financeira que assola o município. A administração municipal afirma estar tomando medidas para equilibrar as contas e promete realizar os pagamentos de acordo com um cronograma, sem, contudo, estabelecer prazos para a quitação dos débitos.

Atualmente, a dívida da administração municipal ultrapassa R$ 700 milhões.

A persistência do problema do lixo nas ruas e a falta de pagamento às empresas contratadas evidenciam os desafios enfrentados pela administração municipal na gestão dos serviços públicos e na busca por soluções financeiras sustentáveis.

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