A Endometriose afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil e pode comprometer a qualidade de vida e a fertilidade. O alerta ganha força em março, mês de conscientização sobre a doença.
Segundo o ginecologista José Zanardi, do Hospital São Lucas, a condição é crônica e inflamatória, com sintomas que muitas vezes são subestimados. O principal desafio é o diagnóstico precoce, já que as dores costumam ser confundidas com cólicas menstruais comuns.
A doença pode se manifestar com cólicas intensas, dor durante a relação sexual e desconfortos abdominais e intestinais, inclusive fora do período menstrual. De acordo com o especialista, o sinal de alerta ocorre quando a dor passa a interferir na rotina, prejudicando atividades como trabalho e estudo.
A dificuldade para engravidar também pode estar associada à endometriose e deve ser investigada.
Não há formas de prevenir o surgimento da doença, já que ela envolve fatores genéticos e imunológicos. Por outro lado, o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir os impactos e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Exames como ultrassom e ressonância magnética podem auxiliar na identificação da condição.
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Tratamento
O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir controle da dor, acompanhamento clínico e, em situações específicas, cirurgia. Técnicas como a cirurgia robótica são utilizadas como ferramenta em casos mais complexos, permitindo procedimentos mais precisos e menos invasivos.
Nem todas as pacientes necessitam de cirurgia ou tratamento para fertilidade, sendo a abordagem definida individualmente. O especialista destaca que as queixas das pacientes devem ser levadas a sério, já que a normalização da dor pode atrasar o diagnóstico.
Em um dos casos acompanhados, a paciente apresentou melhora significativa após cirurgia e conseguiu engravidar naturalmente. A recomendação é buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes para evitar agravamentos da doença.



