Dado é comparado com o número de ausentes na prova em 2021; diretor pedagógico fala sobre a desistência dos estudantes
A taxa de abstenção em vestibulares tem crescido nos últimos anos, preocupando universidades e especialistas. Em 2022, o ENEM registrou aumento de 4,1% no número de faltosos em São Paulo, tendência repetida em outras instituições, como a USP.
Aumento das Abstenções e seus Impactos
A Fuvest, vestibular da USP, apresentou em 2021 o menor número de inscrições de sua história, com uma queda de 35,6% em 10 anos. Apesar de um leve aumento nas inscrições em 2023, a abstenção na primeira fase da Fuvest subiu de 12,8% para 13,3%, perspectiva que se mantém preocupante para a segunda fase.
Sequelas da Pandemia e Saúde Mental
Em entrevista ao programa Manhã CBN, o diretor pedagógico Johnny Amada apontou as sequelas da pandemia como principal fator para o aumento das abstenções. O impacto na saúde mental dos estudantes, com aumento da ansiedade e estresse, dificulta o desempenho em provas de alta pressão, como o vestibular. A falta de amadurecimento cognitivo e social durante o período de isolamento também contribuiu para o quadro.
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Mentoria e o Papel da Família
Para Johnny Amada, a solução passa por uma abordagem multidisciplinar, com mentoria que inclua suporte pedagógico e psicológico. A equipe multidisciplinar deve auxiliar o estudante a lidar com a pressão do vestibular e a ansiedade, promoção de atividades físicas e um acompanhamento próximo. A família também desempenha papel crucial, evitando a pressão excessiva sobre a escolha profissional e apoiando o jovem em suas decisões.
A situação exige uma reflexão sobre o impacto da pandemia na educação e a necessidade de estratégias de apoio aos estudantes para que consigam lidar com os desafios do vestibular e ingressar no ensino superior com mais tranquilidade e segurança.



