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Engenheira agrônoma paga fiança de R$ 10 mil e deixa a cadeia após agressões e desacato

Ana Paula Junqueira estava presa desde o dia 16 de março após confusão em um posto de combustíveis no Jardim Paulista.
Engenheira agrônoma paga fiança de R$
Ana Paula Junqueira estava presa desde o dia 16 de março após confusão em um posto de combustíveis no Jardim Paulista.

Ana Paula Junqueira estava presa desde o dia 16 de março após confusão em um posto de combustíveis no Jardim Paulista.

A engenheira agrônoma Ana Paula Junqueira, presa em flagrante no último dia 16 de março após uma confusão em um posto de combustíveis no bairro Jardim Paulista, em Ribeirão Preto, obteve liberdade provisória nesta quarta-feira após pagar fiança de R$ 10 mil. Ela estava detida na penitenciária de Guariba desde a audiência de custódia que decretou a prisão preventiva.

O episódio no posto e as agressões

Segundo o boletim de ocorrência e imagens de câmeras de segurança, Ana Paula se desentendeu com um casal depois de atingir o carro deles ao tentar deixar o local. A polícia relatou que a suspeita puxou o cabelo da motorista e desferiu socos no marido, que tentava defendê-la. Também estão registradas ofensas dirigidas a uma atendente da loja de conveniência, trechos das quais circularam em vídeo nas redes sociais.

Trechos da gravação exibem ofensas proferidas por Ana Paula no local: “Você quer 10 mil? Você quer 50 mil? Eu tenho”; e frases de ataque à vítima e a funcionários do posto. Levantamento policial aponta que, no trajeto à delegacia, a mulher desacatou os militares que a conduziam.

Acusações, exames e oferta de suborno

A engenheira foi autuada por lesão corporal, embriaguez ao volante, desacato, tentativa de corrupção ativa e abandono de incapaz. A filha de 9 anos de Ana Paula foi encontrada sozinha em um apartamento; conforme o registro policial, a criança afirmou ao pai que a mãe havia saído para beber.

De acordo com a polícia, a suspeita chegou a oferecer valores para que o caso não fosse registrado na polícia civil — em relatos constam propostas que variaram entre R$ 50 mil e R$ 500 mil — e também houve registro das tentativas de suborno dirigidas aos militares. A equipe policial pediu que ela se submetesse ao teste do bafômetro, mas a ré teria se recusado; ainda assim, o exame de um médico legista apontou sinais de embriaguez.

Defesa e tramitação judicial

O Tribunal de Justiça de São Paulo já havia rejeitado, nesta semana, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O advogado André Luiz Toneli afirmou que Ana Paula não é pessoa perigosa, alegou que ela faz uso de medicamentos controlados que teriam provocado um quadro de descontrole emocional no dia do incidente e negou que a cliente tenha ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. A defesa também destacou que a mulher tem uma filha de 9 anos sob seus cuidados.

Com o pagamento da fiança de R$ 10 mil, a Justiça concedeu liberdade provisória à engenheira, que deve ser liberada da unidade prisional entre hoje e amanhã, conforme a decisão judicial.

O caso segue sob investigação da polícia civil, que reúne imagens, depoimentos e os autos para avaliação das medidas cabíveis e encaminhamentos legais.

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