Segundo Eduardo Almeida, alguns produtores de café podem ter a colheita atrasada em até três anos por conta do clima
Uma forte onda de frio atingirá a região, com temperaturas ainda mais baixas esperadas para amanhã. De acordo com Larissa Cúter e a Defesa Civil do estado, a situação exige atenção e cuidados.
Prejuízos na Agricultura
A última onda de frio causou prejuízos significativos às lavouras da região, afetando plantações de café, cana, abacate e banana, principalmente em Santo Antônio da Alegria. Pelo menos metade dos produtores locais tiveram perdas que podem impactar a próxima safra.
Medidas de Proteção e Prejuízos
O engenheiro agrônomo Eduardo Almeida, diretor do Departamento de Desenvolvimento Agropecuário de Santo Antônio da Alegria, relatou que, para a cafeicultura, as medidas de prevenção são limitadas. Para outras culturas, como hortaliças, a irrigação e o uso de sais para reduzir o ponto de congelamento podem minimizar os danos. Lavouras de café novas podem levar três ou quatro anos para se recuperar, causando atrasos econômicos aos produtores. A prefeitura busca recursos estaduais e federais para auxiliar os agricultores, muitos dos quais possuem financiamentos via Banco do Brasil que precisam ser renegociados.
Desalento e Impactos Econômicos
Além das perdas financeiras, Eduardo Almeida destacou o desalento dos produtores rurais, observando o impacto psicológico da perda de suas plantações. A geada também pode afetar a produção de cana-de-açúcar, impactando o abastecimento para a produção de aguardente, mas não tanto a produção de etanol na região. Relatos de perdas significativas em outras cidades, como Altinópolis, com prejuízos na produção de abacate, reforçam a gravidade da situação. A busca por políticas públicas e recursos de esferas superiores é crucial para auxiliar os agricultores a se recuperarem dessa crise.



