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Engenheiro que esfaqueou a ex é indiciado por tentativa de feminicídio, estupro e violência psicológica

Luís Fernando Silveira, de 32 anos, está preso desde que atacou a ex-mulher, a própria filha e a ex-sogra, em Franca
Engenheiro que esfaqueou a ex é
Luís Fernando Silveira, de 32 anos, está preso desde que atacou a ex-mulher, a própria filha e a ex-sogra, em Franca

Luís Fernando Silveira, de 32 anos, está preso desde que atacou a ex-mulher, a própria filha e a ex-sogra, em Franca

O engenheiro civil Luís Fernando Bentivoglio Silveira, Engenheiro que esfaqueou a ex é, de 32 anos, está preso há uma semana após esfaquear a ex-companheira, a filha de um ano e a sogra em um condomínio de Franca. Ele foi indiciado por tentativa de feminicídio, estupro e violência psicológica contra a mulher, conforme relatório final da investigação da Polícia Civil.

Indiciamento e investigação: A delegada Juliana da Silva Paiva, responsável pelo caso, determinou a escuta especializada do filho de sete anos do casal, que será anexada ao processo, além da realização de uma reconstituição dos fatos, ainda sem data definida. O Ministério Público informou não ter recebido o relatório final da investigação até o momento.

Detalhes do crime e do relacionamento: Silveira atacou Amanda Baldin Ramazin, que está grávida e possui medida protetiva contra ele, além de atingir a sogra e a filha do casal. Amanda relatou que o relacionamento, iniciado em 2017, era marcado por humilhações, xingamentos, agressões físicas e estupro. Em um dos episódios recentes, após um sangramento no início da gestação durante um passeio no shopping, o agressor a abandonou no pronto atendimento.

“Eu tive um sangramento no meio do shopping no começo da minha gestação. Jurava que eu tinha perdido meu filho. Ele me empurrou no shopping. Quando chegou no hospital, ele me largou lá, voltou horas depois para me buscar.” – Amanda Baldin Ramazin

Violência psicológica e estupro: A delegada concluiu que Silveira constrangeu a ex-companheira mediante violência ou grave ameaça para forçá-la a ter relações sexuais. Amanda também falou sobre as agressões verbais e físicas, além do estupro dentro do casamento.

“Começaram as agressões verbais, principalmente. Começaram algumas agressões físicas. Muitas vezes, quando a gente está dentro de um relacionamento, não percebe a questão do estupro também. A gente acha que tem que fazer o que tem que ser feito dentro do casamento.” – Amanda Baldin Ramazin

Consequências do ataque: Durante o ataque ocorrido na segunda-feira da semana passada, Amanda teve um dos pulmões perfurados, recebeu mais de 100 pontos, sendo 60 na cabeça, e sofreu ferimentos graves no pulso, com a faca quase atingindo uma artéria. A sogra Rosana Ramazin, de 57 anos, e a filha de um ano também foram feridas.

Informações adicionais

O casal estava separado há um mês e havia medida protetiva contra Silveira devido a agressões anteriores. A defesa do engenheiro afirmou que ele está arrependido e pretende solicitar um habeas corpus para que ele responda ao processo em liberdade. Até o momento, não houve resposta sobre o pedido.

“Felizmente é um casal que vivia brigando, não se separava, e aí que culminou nisso. Ela começou a impedir ele de ver as crianças e foi onde ele surtou. A gente não justifica isso, não acha correto, mas explica o motivo dele ter agido dessa forma.” – Wesley Felipe Martins, advogado de defesa

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