Empresas que comercializam produtos de saúde como as farmácias, por exemplo, tiveram uma explosão de 111% nas vendas
Setores em alta durante a pandemia
Enquanto alguns comércios sofrem com a queda nas vendas, outros comemoram aumento expressivo e até contratam funcionários. Farmácias, por exemplo, registraram aumento de 111% nas vendas nas últimas três semanas, impulsionadas pela busca por produtos de saúde. O e-commerce também teve crescimento significativo, com aumento de 80% nas compras online de supermercados em março. Em Ribeirão Preto, uma rede de supermercados relatou aumento de 800% nas vendas, necessitando remanejamento de funcionários para atender à demanda.
Home office e o impacto no mercado de trabalho
Outro setor que se destaca positivamente é o de informática e escritório, impulsionado pelo aumento do home office. Uma loja de impressoras e cartuchos em Ribeirão Preto, que começou com apenas um funcionário, atrásra conta com 30, devido ao crescimento da demanda. A necessidade de impressoras e suprimentos para o trabalho remoto levou a contratações e demonstra a adaptação do mercado às novas realidades.
Desigualdade econômica e desafios para pequenos negócios
Apesar do crescimento em alguns setores, muitos pequenos negócios, principalmente os microempreendedores individuais (MEIs), sofrem com a crise. Uma pesquisa do Sebrae indica que 95% dos MEIs registraram queda no faturamento, com alguns tendo apenas 8 dias de caixa. Prestadores de serviços domésticos e da construção civil são os mais afetados, com caixa médio de apenas 4 dias. Enquanto alguns encontram oportunidades na crise, muitos enfrentam dificuldades significativas para se manterem.
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Em resumo, a pandemia trouxe impactos diversos para o mercado, com alguns setores se adaptando e crescendo, enquanto outros enfrentam grandes desafios. A desigualdade econômica se acentuou, exigindo medidas de apoio e adaptação para garantir a sustentabilidade dos pequenos negócios e o sustento das famílias.



