Professor David Forli Inocente aborda o assunto na coluna ‘CBN Carreiras e Lideranças’
Jovens recusam promoções: um estudo recente da Inspert, em parceria com a Robert Half, revela uma tendência preocupante entre os jovens profissionais: a recusa de promoções e a falta de busca ativa por novas posições. Este fenômeno, analisado a partir de uma amostra de 587 pessoas, aponta para uma mudança significativa na percepção da ascensão profissional.
Competências e a busca por crescimento
A pesquisa identificou dois principais motivos para essa resistência: a falta de confiança na própria competência para assumir novas responsabilidades e o receio de um desequilíbrio entre vida pessoal e profissional. A ascensão profissional, muitas vezes, exige maior disponibilidade de tempo e comprometimento, impactando atividades pessoais como hobbies e exercícios físicos, aspectos cada vez mais valorizados pelos jovens.
Três núcleos de competências
Para entender melhor esse comportamento, o estudo analisou três núcleos de competências: cognitivas (capacidade de executar tarefas), humanas (liderança e relacionamento) e socioemocionais (resiliência e estabilidade emocional). A pesquisa concluiu que a estabilidade emocional é um fator crucial para a busca e conquista de promoções. Profissionais com maior estabilidade emocional demonstram maior capacidade de lidar com as demandas de novas posições e se sentem mais confiantes para buscar novos desafios.
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Autoavaliação e busca por clareza
Diante desse cenário, a autoavaliação se torna fundamental. É preciso que o jovem profissional reflita sobre suas aspirações e defina o que considera sucesso em sua carreira. Conversar com mentores, líderes e colegas de confiança pode auxiliar nessa jornada de autoconhecimento, permitindo uma avaliação mais objetiva das próprias competências e potencial de crescimento. Definir seus objetivos e buscar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é crucial para uma trajetória de carreira plena e satisfatória.