Usineiro é acusado de matar duas pessoas em um bar de Ribeirão Preto há 19 anos
O julgamento do empresário Marcelo Curi, acusado de um crime ocorrido em 1997, durou o dia todo no fórum de Ribeirão. A defesa e a acusação tiveram duas horas cada para suas apresentações, seguidas de réplicas e tréplicas de uma hora e meia cada.
Interrogatório e Chegada ao Fórum
O interrogatório do réu ocorreu no início da tarde. Curi chegou ao fórum por volta das 8h30 da manhã, acompanhado de seus advogados, sem falar com a imprensa. Testemunhas e uma das vítimas também chegaram ao local, pela entrada da Alícia Alençaade Sergio Nandruz.
Depoimentos e Versões Contraditórias
Nandruz Coelho, uma das vítimas que sobreviveu aos tiros, declarou acreditar na condenação de Curi, afirmando que os 19 anos sem julgamento foram excessivos. Ele descreveu o ocorrido como uma chacina, relatando que foi atingido pelas costas, enquanto João Balco foi atingido na cabeça e Marcos levou cinco tiros. Por outro lado, o empresário João Carlos Moraes, testemunha de defesa, alegou legítima defesa, afirmando que as vítimas estavam bêbadas e iniciaram uma briga. O psicólogo Luís Manuel Marzola, outra testemunha, descreveu a rapidez dos acontecimentos, relatando ter visto os três homens se aproximarem do carro e o início da agressão.
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O Crime e suas Consequências
Na confusão de 1997, morreram o representante comercial Marco Antonio de Paula (29 anos) e o comerciante João Falco Neto (31 anos). Houve ainda uma terceira morte no mesmo dia, quando Curi sofreu um acidente de carro, resultando na morte de um funcionário da família. O júri foi composto por 25 pessoas, das quais sete foram escolhidas (cinco homens e duas mulheres).
Após um longo dia de julgamento, com depoimentos e versões contraditórias sobre o ocorrido, o caso segue para deliberação do júri.



