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Entidades criam vaquinhas virtuais para ajudar nos reparos de museus e da Estação Barracão

Arrecadação, que começou em janeiro, ainda não chegou a 1%; Prefeitura desconhece a iniciativa
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Arrecadação, que começou em janeiro, ainda não chegou a 1%; Prefeitura desconhece a iniciativa

Arrecadação, que começou em janeiro, ainda não chegou a 1%; Prefeitura desconhece a iniciativa

Desde janeiro de 2019, uma campanha de financiamento coletivo busca arrecadar fundos para a restauração de dois importantes locais turísticos e culturais de Ribeirão Preto: a Estação Barracão e o Museu do Café.

Restauração de Espaços Históricos

A iniciativa, liderada por uma entidade sem fins lucrativos que apoia o turismo da cidade, visa angariar R$ 2 milhões para o Museu do Café e R$ 642 mil para a Estação Barracão. O dinheiro arrecadado será usado em um convênio com a prefeitura para a reforma dos prédios. As obras incluem reparos no telhado, equipamentos e outros itens danificados. O Museu do Café, interditado desde março de 2016 devido ao desabamento do forro, necessita de reparos urgentes.

Resultados Insuficientes e Desafios

Apesar do objetivo nobre, a campanha enfrenta dificuldades. Em sete meses, apenas R$ 75 foram doados para o Museu do Café e R$ 400 para a Estação Barracão. A falta de recursos compromete a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade, impactando negativamente o turismo e a economia local. Marcio Santiago, vice-presidente da entidade, destaca que a falta de atrativos turísticos prejudica a cidade, afetando hotéis, restaurantes e outros negócios.

Alternativas de Financiamento e o Papel do Setor Privado

Para Cláudia Passador, especialista em gestão pública da USP, a campanha demonstra a necessidade de alternativas para captação de recursos, incluindo maior participação do setor privado na gestão de espaços públicos. Ela cita o exemplo da Catedral de Notre-Dame, em Paris, onde o setor privado contribuiu significativamente para a reconstrução após o incêndio. A prefeitura de Ribeirão Preto, por sua vez, afirmou não ter conhecimento das campanhas de financiamento coletivo.

A situação demonstra a necessidade de estratégias mais eficazes para angariar recursos e preservar o patrimônio histórico e cultural de Ribeirão Preto, incentivando a participação tanto do poder público quanto da iniciativa privada.

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