No Brasil, média de 7 mil assassinatos de crianças e adolescentes ocorrem por ano; ouça a coluna: ‘Filhos e Cia’
A violência contra crianças e adolescentes no Brasil é uma tragédia de proporções alarmantes. Dados de 2010 a 2020 revelam mais de 100 mil crianças e adolescentes mortos devido à violência, com uma média anual de 7 mil assassinatos e 45 mil estupros. É importante destacar que a violência não se limita ao abuso físico ou sexual; a violência psicológica e a negligência também são formas cruéis de vitimização.
Tipos de Violência e seus Impactos
A violência contra crianças e adolescentes assume diversas formas, muitas vezes se sobrepondo. A violência física é a mais visível, mas a violência psicológica, muitas vezes mais difícil de detectar, deixa marcas profundas. A negligência, como o caso de crianças pedindo esmolas em faróis, também configura uma forma de abuso. A violência geralmente não é isolada, com crianças vítimas de múltiplas formas de agressão simultaneamente.
Como Ajudar e Denunciar
Encontrar uma criança pedindo dinheiro não significa que dar dinheiro seja a melhor solução. Existem canais mais eficazes para ajudar, como o Conselho Tutelar, ONGs e o Disque 100 (governo federal), um serviço gratuito e anônima disponível 24 horas. Acionar o Conselho Tutelar não significa condenar a família, mas sim buscar ajuda para a criança e seus responsáveis. Em casos mais graves, a polícia militar e o Ministério Público também devem ser acionados. Qualquer cidadão pode e deve denunciar suspeitas de violência.
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Casos como o de uma menina de 15 anos acorrentada pela mãe e padrasto por falta de comida ilustram a gravidade da situação. Nesses casos, além do atendimento médico e psicológico imediato para a vítima, é fundamental a intervenção do Conselho Tutelar para avaliar a situação familiar e oferecer suporte. A justiça também deve ser acionada para responsabilizar os agressores. É crucial lembrar que a omissão também é uma forma de conivência com a violência. Ao nos depararmos com situações suspeitas, devemos agir e denunciar, pois podemos estar diante da única chance de uma criança escapar de um ciclo de violência.