Especialista em marketing digital, Eduardo Soares, analisa a importância do online nas campanhas políticas
A temporada de campanhas eleitorais já começou, e as redes sociais desempenham um papel crucial na disseminação de informações. Mas como navegar nesse ambiente sem cair em armadilhas e manter a sanidade? Conversamos com o professor Eduardo Soares, especialista em mídias digitais, para entender melhor.
Redes Sociais e o Processo Eleitoral
As redes sociais não garantem a vitória eleitoral sozinhas, mas influenciam significativamente a decisão dos eleitores. Uma pesquisa realizada um ano após as eleições de 2018 apontou que 45% dos entrevistados afirmaram ter baseado seu voto em informações obtidas nas redes sociais. Essa influência se dá pela disseminação de informações oficiais dos candidatos, mas também por meio de comentários e posicionamentos de militantes e apoiadores.
Responsabilização das Empresas Digitais
As grandes empresas de tecnologia estão sendo responsabilizadas pela disseminação de informações falsas durante as campanhas. Diferentemente do rádio e da televisão, que possuem critérios regulamentados, a internet enfrenta desafios na moderação de conteúdo. O TSE tem trabalhado em parceria com as redes sociais para combater as fake news, removendo vídeos e postagens com informações falsas ou manipuladas. Embora o combate às fake news seja mais difícil em plataformas fechadas como WhatsApp e Telegram, empresas como Facebook e YouTube estão investindo em tecnologias para identificar e remover conteúdo fraudulento.
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O Papel do Cidadão Digital
O principal papel do cidadão digital durante as campanhas eleitorais é evitar a propagação de informações falsas. Devemos agir como cidadãos responsáveis, verificando a veracidade das informações antes de compartilhá-las. A disseminação consciente e responsável de informações contribui para eleições mais limpas e democráticas, evitando discussões acaloradas e a perda de amizades.