Quem fala sobre o assunto é o doutor Ivan Savioli Ferraz, na coluna ‘Filhos e Cia’
A epidemia de H3N2 entre crianças e adolescentes tem preocupado pais e profissionais da saúde. Além disso, o aumento geral de infecções respiratórias em crianças também é motivo de alerta, como aponta o pediatra Dr. Ivã Savioli Ferrasto.
Aumento de Internações e o Retorno às Aulas
O Dr. Ferrasto destaca um aumento significativo de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças, principalmente menores de cinco anos, já observado desde o início de 2021. Esse aumento se intensificou no final do ano, mesmo antes do surto de H3N2. A reabertura das escolas, com o consequente aumento do contato entre crianças e circulação de vírus, contribuiu para esse cenário, embora não seja totalmente surpreendente.
Prevenção e Vacinação
As medidas preventivas contra o H3N2 são semelhantes às da COVID-19: distanciamento social e uso de máscaras em ambientes com aglomerações. O médico destaca a importância da vacina contra a influenza sazonal, que estará disponível a partir de março/abril de 2022, embora a cepa H3N2 atual (Darwin) não estivesse presente na vacina de 2021. O Instituto Butantan, seguindo as orientações da OMS, já está produzindo uma nova vacina que inclui essa cepa. O desenvolvimento dessa vacina segue os mesmos protocolos de outras vacinas, com testes em animais e três fases de testes em humanos, garantindo a segurança e eficácia.
Leia também
Recomendações e Considerações Finais
Em caso de sintomas gripais em crianças, a recomendação é procurar um pediatra, manter a criança em casa e, principalmente, vaciná-la contra a influenza quando a vacina estiver disponível. A maioria dos casos de gripe em crianças são autolimitados (7 a 10 dias), mas a consulta médica é fundamental para descartar complicações. O Dr. Ferrasto também lembra a importância da vacinação contra a COVID-19 para as crianças elegíveis.