Quem explica estas conexões e suas influências é o pesquisador e professor da Unesp, Vitor Engrácia Valenti
Aquecimento global e obesidade: um elo inesperado
Fatores em comum
Um estudo recente de pesquisadores americanos revelou uma preocupante relação entre o aquecimento global e a epidemia de obesidade. A pesquisa apontou que ambos os problemas compartilham fatores ambientais comuns. Em outras palavras, existem elementos no meio ambiente que influenciam tanto o aumento das temperaturas globais quanto o crescimento da obesidade.
Influência mútua
A pesquisa vai além, demonstrando uma relação de influência mútua entre os dois fenômenos. O aquecimento global impacta a obesidade, principalmente por reduzir a prática de atividades físicas em dias mais quentes. Além disso, eventos climáticos extremos, como secas e fortes chuvas, impactam a produção de alimentos, encarecendo frutas e verduras e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Por outro lado, a obesidade contribui para o aquecimento global através do aumento da emissão de gases de efeito estufa, sendo que aproximadamente 20% desses gases estão associados à obesidade, com 52% provenientes de alimentos e bebidas processados.
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Medidas urgentes
A situação exige medidas urgentes para controlar o aquecimento global. A redução da emissão de gases é crucial, e isso inclui ações para diminuir o número de animais de criação, como bovinos, que contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa. Ações governamentais são necessárias para implementar políticas eficazes que visem mitigar os impactos do aquecimento global e promover hábitos de vida mais saudáveis, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e aumento da expectativa de vida da população. A mudança climática é uma realidade, com impactos visíveis em eventos climáticos extremos e na própria saúde da população, exigindo uma resposta imediata e coordenada.



