Pacientes que tratam câncer em Ribeirão Preto reclamam das condições do hospital
Pacientes em tratamento contra o câncer no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto enfrentam novos desafios. Após relatos de atrasos na quimioterapia, atrásra é a radioterapia que sofre interrupções, impactando diretamente a vida de quem busca a cura.
A Angústia da Interrupção no Tratamento
Carina Cristino, operadora de caixa e paciente em luta contra um câncer no útero, é um dos exemplos de quem teve o tratamento interrompido. Faltando apenas três sessões para o término da radioterapia, ela se vê impossibilitada de prosseguir devido à quebra de um dos equipamentos do hospital. A falta de previsão para o conserto gera incerteza e apreensão, sentimentos compartilhados por outros pacientes na mesma situação.
O Medo e a Incerteza Diante da Demora
A demora na resolução do problema levanta questionamentos sobre o impacto da interrupção no tratamento. O receio de que a pausa possa comprometer os resultados obtidos até o momento e a progressão da doença são constantes. A busca por informações junto ao hospital se mostra infrutífera, aumentando a angústia e a sensação de abandono.
Impacto na Rotina e na Saúde dos Pacientes
Ana Amélia Julião Martins, fonoaudióloga em tratamento contra um câncer de mama, também enfrenta dificuldades. Das 30 sessões de radioterapia necessárias, realizou apenas 14. Com apenas um dos dois aparelhos do hospital funcionando, a espera se prolonga e a incerteza sobre o futuro do tratamento aumenta. A rotina se resume a remarcações e à esperança de que o equipamento seja consertado em breve.
A situação expõe a fragilidade de um sistema que, em vez de oferecer esperança e cuidado, gera angústia e incerteza em um momento tão delicado na vida dos pacientes.



