Ferramenta fraciona insetos em meio milímetro, tamanho menor que a cabeça de um alfinete
O Laboratório de Paleontologia da USP de Ribeirão Preto recebeu um equipamento de última geração para pesquisas científicas: um microtomografo computadorizado importado da Alemanha. Com capacidade para escanear objetos com detalhes minuciosos, a máquina representa um avanço significativo para o estudo da biodiversidade.
Imagens em alta resolução
O equipamento permite o registro de insetos com apenas meio milímetro, um tamanho menor que a cabeça de um alfinete. Isso possibilita a análise detalhada de uma vasta coleção científica, uma das maiores do país, com registros de fauna e flora de mais de 40 anos. Uma das grandes vantagens é a preservação da amostra, eliminando a necessidade de trabalhos manuais de remoção de sedimentos, como era feito anteriormente.
Tecnologia 3D para ensino e pesquisa
Após a digitalização, as amostras podem ser impressas em 3D, criando réplicas flexíveis e resistentes. Este processo, que leva cerca de 12 horas, permite a criação de múltiplas cópias, sendo uma ferramenta valiosa tanto para pesquisa quanto para o ensino. A possibilidade de manipular réplicas sem o risco de danificar amostras originais torna o aprendizado mais interativo e seguro, especialmente para estudantes.
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Investimento e futuro
O investimento de 1,5 milhão de reais, financiado pela FAPESP e FNEP, incluiu adaptações na estrutura do prédio para suportar o peso de seis toneladas do equipamento e a instalação de um gerador de energia. Essa aquisição representa um salto na qualidade das pesquisas, permitindo a descoberta da biodiversidade com maior eficiência e abrindo novas possibilidades para o estudo da paleontologia e outras áreas científicas. A facilidade de acesso a informações detalhadas, antes inacessíveis, pode inspirar novas gerações de cientistas e fomentar a conservação da natureza.



