Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A partir de 2018, carros fabricados no Brasil deverão incorporar itens de segurança que atualmente são opcionais. A medida, estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e publicada no Diário Oficial, busca alinhar as normas brasileiras aos padrões internacionais, considerados mais rigorosos em termos de segurança veicular.
Cintos de Segurança de Três Pontos e Retráteis
Uma das mudanças mais significativas é a obrigatoriedade de cintos de segurança de três pontos e retráteis em todos os assentos. Atualmente, muitos veículos possuem apenas cintos abdominais no assento central traseiro, o que deixa o passageiro mais vulnerável em caso de colisão. Segundo Luiz Gustavo Correia, especialista em planejamento e gestão de trânsito, a nova exigência visa aumentar a proteção dos ocupantes do veículo.
Sistema Isofix para Cadeirinhas
Outra evolução importante é a implementação do sistema Isofix, um padrão internacional para fixação de dispositivos de retenção infantil, como cadeirinhas e bebês conforto. O Isofix oferece uma instalação mais segura e fácil, reduzindo o risco de erros na fixação, que são comuns com o uso de cintos de segurança convencionais. Estudos na Europa demonstraram que o sistema Isofix contribui significativamente para a redução de traumas em crianças em caso de acidentes.
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Apoios de Cabeça Individuais
A obrigatoriedade de apoios de cabeça individuais em todos os assentos também é um avanço. A medida será implementada gradualmente, a partir de 2018 para novos modelos e em 2020 para todos os veículos em produção. Embora considerada tardia, a medida é vista como positiva, pois ajuda a prevenir lesões na coluna cervical em caso de colisões traseiras.
Apesar do possível aumento no preço final dos veículos, devido à inclusão desses novos itens, os benefícios em termos de segurança e redução de acidentes graves são inegáveis. A iniciativa faz parte de um acordo entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brasil, que visa reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020.



