CBN Ribeirão 90,5 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Equipe do HC responsável por cirurgia de separação das gêmeas siamesas explica circunstâncias da morte das meninas

Procedimento durou cerca de 10 horas e envolveu mais de 50 profissionais de diferentes áreas; meninas eram unidas pela cabeça
Gêmeas
Reprodução

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena morreram no último sábado (15), durante a quinta e última cirurgia do processo de separação realizado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As meninas eram unidas pela cabeça e estavam sendo acompanhadas pelas equipes médicas desde o fim da gestação da mãe, em 2023.

A cirurgia começou pela manhã e durou cerca de 10 horas. Segundo o HC, após a separação dos corpos, as duas apresentaram instabilidade hemodinâmica, com alterações em parâmetros como frequência cardíaca e pressão arterial. As equipes de anestesia e os demais profissionais tentaram estabilizar as pacientes, mas elas não responderam às manobras de ressuscitação.

Cirurgia

Após a separação, Helena sofreu uma parada cardíaca às 23h12. As equipes iniciaram imediatamente as manobras de reanimação, mas não houve resposta. O óbito foi declarado às 23h37, após 25 minutos de tentativas. Na outra mesa cirúrgica, Heloísa sofreu uma parada cardíaca às 23h26. As equipes também realizaram manobras de ressuscitação durante 25 minutos, mas a menina não respondeu. O óbito foi declarado às 23h51.

Segundo os médicos, depois que os corpos das gêmeas foram separados, uma das meninas apresentou pressão arterial muito alta, enquanto a outra estava com a pressão muito baixa. Em seguida, houve uma queda acentuada da pressão das duas.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Acompanhamento

As irmãs começaram a ser acompanhadas pelo HC no fim da gestação, em 2023. Após o nascimento, no início de 2024, foram realizados exames de ressonância magnética e tomografia, que permitiram a criação de modelos tridimensionais dos cérebros das gêmeas e da rede de vasos sanguíneos das meninas.

Mais de 50 profissionais de diferentes áreas participaram do processo. A técnica utilizada para a separação previa uma sequência de cinco cirurgias, realizadas ao longo do acompanhamento das pacientes.

Avanço médico

Apesar da morte das meninas, a equipe médica destacou os avanços da medicina e os protocolos desenvolvidos para procedimentos desse tipo. Os profissionais se mostraram abalados com o resultado, mas afirmaram que todos os recursos disponíveis foram utilizados durante a cirurgia.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Segundo um dos médicos, o pai das gêmeas agradeceu à equipe e afirmou estar grato pelo trabalho realizado, já que a separação era um desejo da família. A equipe também lamentou a morte das irmãs e ressaltou o envolvimento dos profissionais durante todo o processo.

Veja também

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.