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Equipe médica estuda usar células-tronco para refazer o crânio das siamesas em processo de separação

Procedimento é avaliado para depois que as cabeças das meninas forem desmembradas; elas já passaram por duas cirurgias
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Procedimento é avaliado para depois que as cabeças das meninas forem desmembradas; elas já passaram por duas cirurgias

Procedimento é avaliado para depois que as cabeças das meninas forem desmembradas; elas já passaram por duas cirurgias

As gêmeas siamesas Alana e Maria, de Piquerobi (SP), passaram por uma cirurgia de separação de nove horas no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto. O procedimento, realizado no último sábado, contou com a participação de 40 profissionais e foi considerado um sucesso pela equipe médica.

Realidade virtual e planejamento

O neurocirurgião e chefe da equipe médica, Hélio Rubens Machado, explicou que a realidade virtual foi utilizada para o planejamento da cirurgia. Imagens tridimensionais obtidas por meio de ressonância magnética permitiram aos cirurgiões uma visualização precisa da anatomia das gêmeas, reduzindo riscos e tempo de operação. O planejamento prévio e o uso da tecnologia 3D garantiram uma recuperação mais segura e rápida para as pacientes.

Próximos passos e reconstrução

A cirurgia foi a segunda etapa de um processo de cinco intervenções que se estenderão até junho de 2024. O cirurgião plástico Jaime Farina Junior detalhou que a separação total e a reconstrução ocorrerão em junho do próximo ano. A equipe médica planeja utilizar células-tronco para auxiliar na reconstrução óssea e de pele, um procedimento que envolve a remoção de um fragmento ósseo, sua divisão e remontagem em um mosaico, seguido de enxertos de pele. A crânioplastia, a reconstrução da meninge e o uso de tecnologia com células-tronco são pontos cruciais desta fase.

Recuperação e acompanhamento

A pediatra Ana Paula Carlotti relatou que as gêmeas estão se recuperando bem, se alimentando normalmente, movimentando os membros e interagindo com a equipe e familiares. O HC acompanhará as meninas durante todo o processo cirúrgico e pós-operatório, garantindo o acesso a serviços de habitação para o desenvolvimento pleno das crianças. Este é o segundo caso de separação de gêmeas siamesas unidas pela cabeça realizado no hospital, com o primeiro ocorrido em 2018 tendo resultado em uma recuperação completa e vida normal para as pacientes. A equipe médica se mostra otimista quanto ao sucesso do tratamento de Alana e Maria.

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