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Equipes contêm incêndio em área de mata em São Simão

Equipes contêm incêndio em área de mata em São Simão
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Equipes contêm incêndio em área de mata em São Simão

Equipes contêm incêndio em área de mata em São Simão

O incêndio que atingiu uma das maiores áreas de cerrado em São Simão, no interior de São Paulo, foi finalmente controlado após cinco dias de intensos combates. No entanto, a recuperação da natureza será um processo longo e desafiador.

O Combate ao Incêndio

O fogo, que teve início na última sexta-feira, se alastrou rapidamente, consumindo cerca de 600 hectares de vegetação na Estação Ecológica de Santa Maria. Essa área equivale a 600 campos de futebol, demonstrando a vasta extensão da destruição. A floresta, composta por árvores típicas do Cerrado e da Mata Atlântica, é considerada uma área de proteção permanente e de difícil acesso.

Segundo Leandro Suarez de Souza, coordenador da Defesa Civil de São Simão, a dificuldade de acesso à mata, combinada com o crescimento da vegetação e condições climáticas desfavoráveis (vento, calor e baixa umidade), contribuiu para a rápida propagação das chamas. Uma aeronave utilizada no controle de pragas na agricultura foi fundamental no combate, lançando milhares de litros d’água e uma substância retardante.

Impactos na Fauna e Flora

Adriana Almeida, gerente regional da Fundação Florestal, explicou que o retardante lançado pela aeronave forma um cordão de isolamento, dificultando a propagação do fogo e facilitando o combate às chamas ativas. Durante a operação, dois filhotes de urubu foram resgatados com ferimentos e encaminhados para atendimento em Ribeirão Preto.

Prejuízos Além da Natureza

Além dos danos ambientais, o incêndio também causou prejuízos financeiros aos produtores de mel, com a destruição de metade das colmeias localizadas na mata, resultando na morte de milhares de abelhas e um prejuízo estimado em R$ 18 mil. O secretário de Meio Ambiente de São Simão ressaltou que a Estação Ecológica de Santa Maria abrigava espécies ameaçadas de extinção e cerca de 120 espécies de aves e primatas, que perderam seu habitat devido ao fogo.

A área afetada era lar de espécies únicas, incluindo três espécies de lagartos ainda não descritas pela ciência e consideradas ameaçadas. A recuperação desse ecossistema será um desafio complexo e demandará esforços contínuos.

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