Mudança de comportamento aconteceu após divulgação de uma operação da Polícia Federal que investiga 21 frigoríficos
A operação “Carne Fraca” trouxe à tona preocupações sobre a origem e a segurança da carne consumida no Brasil. Enquanto o governo busca garantir a procedência dos produtos exportados, o consumidor brasileiro se vê diante de uma importante questão: como escolher sua carne com segurança?
A Origem da Carne: O Que Dizem os Acougueiros
A busca por informações sobre a procedência da carne é crescente, segundo relatos de açougueiros. Um profissional do ramo, Júnior Pereira, explica que muitos consumidores questionam a origem do produto e exigem transparência. Ele afirma priorizar fornecedores locais, citando Barretos e Ipuã (SP), e menciona o uso de carnes de marcas específicas, como as “Red Angus”, provenientes de São Paulo.
Impacto da Operação e Dúvidas do Consumidor
A repercussão da operação “Carne Fraca” gerou preocupação, colocando até mesmo empresas que seguem os padrões de qualidade em xeque. O consultor em agronegócio José Carlos de Lima Jr. destaca a alta dependência da região de Barretos em relação à exportação de carne para a China, com impactos significativos na economia local devido ao fechamento do mercado chinês para alguns frigoríficos. A questão central para o consumidor é: como ter certeza de que está comprando um produto seguro? A recomendação é priorizar carne in natura, vendida em açougues, onde a procedência pode ser mais facilmente verificada. Para carnes embaladas, a sugestão é consultar o site do Ministério da Agricultura (junior.gov.br) para identificar empresas sob suspeita e verificar a origem do produto na embalagem.
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Segurança Alimentar e Próximos Passos
Embora o Ministro da Agricultura tenha afirmado não haver risco no consumo de carnes brasileiras, a preferência por evitar marcas envolvidas na operação é compreensível. A queda na comercialização pode prejudicar pecuaristas e toda a cadeia produtiva, resultando em perdas financeiras e desemprego. A situação exige uma fiscalização mais rigorosa dos frigoríficos, garantindo maior segurança ao consumidor. Iniciativas como o acordo entre o Ministério Público, fornecedores e supermercados para monitorar o fornecimento de carnes são passos importantes, mas a disponibilização de informações socioambientais completas para o consumidor ainda precisa ser aprimorada.



