Empresas estão fazendo rodízio entre os funcionários para atenderem a demanda; Dimas Facioli analisa o cenário
O mercado de trabalho brasileiro enfrenta uma escassez significativa de mão de obra qualificada, Escassez de mão de obra na, afetando diversos setores, especialmente a construção civil, que registra a maior carência em uma década. Empresas têm adotado rodízios de equipes para suprir a falta de profissionais disponíveis.
Escassez de profissionais qualificados: Segundo Dimas Facioli, especialista que acompanha o mercado de trabalho, a demanda por profissionais qualificados cresce, mas a oferta não acompanha essa necessidade. Em setembro, o Brasil abriu 247 mil vagas, mas as empresas encontram dificuldades para preencher posições, tanto em funções operacionais quanto especializadas.
Setores mais afetados e desinteresse por algumas vagas
O comércio, construção civil e indústria relatam dificuldades para atrair trabalhadores, principalmente para funções que exigem trabalho aos finais de semana ou que são operacionais, com baixa remuneração. A falta de interesse dos profissionais por essas vagas contribui para a alta rotatividade e para a permanência de posições em aberto.
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Remuneração e benefícios como desafios: O baixo salário inicial e a ausência de benefícios adequados são apontados como fatores que desestimulam a ocupação das vagas. Empresas relutam em aumentar salários devido ao impacto nos custos em todos os níveis hierárquicos, mas alternativas como melhorias nos benefícios, como vale-alimentação e cesta básica, podem ser adotadas para atrair e reter trabalhadores.
Inclusão de profissionais mais experientes: Devido à falta de mão de obra, o mercado tem buscado também profissionais com mais de 50 anos, inclusive aposentados, desde que possuam qualificação adequada. Essa medida visa suprir a carência de trabalhadores especializados em diversas áreas.
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Apesar da oferta de cursos gratuitos e programas de qualificação, o desinteresse por algumas posições e a baixa formação em áreas específicas dificultam a reposição dos profissionais necessários. A valorização dos trabalhadores, por meio de melhores salários e benefícios, é considerada essencial para reduzir a rotatividade e preencher as vagas em aberto.