Professores e estudantes manifestam contra fechamento da unidade de ensino, a única da região que não funcionaria em 2016
A ocupação da escola Bruno Peroni, em Sertãozinho, por estudantes e membros da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPS), reacende o debate sobre as mudanças propostas pelo governo estadual na rede de ensino. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de reintegração de posse, mantendo a ocupação que se iniciou em protesto contra a reorganização escolar.
Reorganização Escolar e o Fechamento de Unidades
A reorganização escolar proposta pelo governo prevê a divisão de escolas por ciclos, a transferência de alunos e a readequação da rede. Uma das medidas mais controversas é o fechamento de 93 escolas, com o objetivo de utilizar os prédios para outros fins educacionais. A escola Bruno Peroni, em Sertãozinho, seria a única a ser fechada na região, o que gerou grande indignação entre alunos, professores e a comunidade local.
A Voz dos Estudantes
Gabriela van derde, representante da UPS, relatou à Rádio CBN que a ocupação é uma resposta à falta de diálogo com a dirigente regional de ensino. Segundo ela, diversas tentativas de negociação, como a coleta de assinaturas, foram ignoradas. A decisão de ocupar a escola foi tomada após uma assembleia com os estudantes, que aderiram à causa e trancaram a unidade. A ocupação tem recebido apoio da comunidade e de professores, que se manifestaram contra o fechamento da escola.
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Ocupação como Forma de Protesto
Os estudantes afirmam que permanecerão na escola até que o governo reveja a decisão de fechá-la. A ocupação é considerada uma manifestação, o que impede a retirada forçada dos alunos. A CBN acompanha o caso e promete manter os ouvintes informados sobre o desenrolar dos acontecimentos. Além de Sertãozinho, a cidade de Franca também registra a ocupação de uma escola por cerca de setenta alunos, há pelo menos uma semana.
Outras Ocupações na Região
O movimento de ocupação não se restringe a Sertãozinho. Em Franca, setenta alunos ocupam uma escola há pelo menos uma semana, demonstrando a insatisfação generalizada com as políticas educacionais propostas.
O caso de Sertãozinho e as demais ocupações refletem a crescente mobilização estudantil em defesa da educação pública e contra medidas consideradas prejudiciais à comunidade escolar.



