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Escola estadual Doutor Guimarães Junior, de Ribeirão, pode aderir ao programa de ensino cívico-militar

Unidade terá consulta sobre adesão do programa; no total, serão 12 escolas na região que passarão pelo consulta; entenda
ensino cívico-militar
Unidade terá consulta sobre adesão do programa; no total, serão 12 escolas na região que passarão pelo consulta; entenda

Unidade terá consulta sobre adesão do programa; no total, serão 12 escolas na região que passarão pelo consulta; entenda

A Escola Estadual Dr. Guimarães Jr., em Ribeirão Bonito, está entre as 12 escolas da região selecionadas para consulta sobre a adesão ao programa de ensino cívico-militar do governo de São Paulo. O programa prevê a participação de 45 escolas a partir de 2024.

Consulta Pública e Cronograma

As escolas devem realizar reuniões com pais e responsáveis até 31 de julho para discutir o modelo. A opinião das comunidades escolares será registrada na Secretaria Escolar Digital entre 1º e 15 de atrássto. Entre 21 e 28 de junho, diretores da rede pública paulista opinaram sobre a adesão, com 322 manifestando interesse.

Opinião de Especialista

O professor Dr. José Eduardo de Oliveira, especialista em educação, explica que o modelo cívico-militar implica transformações no projeto político pedagógico da escola, incluindo novas metodologias e abordagens de ensino. Ele destaca a afirmação da Secretaria de Educação de que o programa visa apenas à melhoria da disciplina, sem mudanças na gestão ou pedagogia. O especialista questiona se essa afirmação é verdadeira, considerando que uma verdadeira militarização envolveria mudanças estruturais mais amplas. Ele levanta preocupações sobre a presença de policiais armados na escola, argumentando que pedagogos são os profissionais mais adequados para lidar com crianças indisciplinadas.

Debate e Participação Comunitária

O professor ressalta a importância do debate democrático e a necessidade da participação de alunos, pais, responsáveis, diretores e professores na decisão. Ele enfatiza que a militarização não resolve problemas estruturais da educação, como falta de investimento, merenda, prédios em mau estado e a carreira docente. A consulta pública é vista como uma oportunidade para a comunidade escolar expressar sua opinião sobre a implementação do programa, considerando seus prós e contras e o impacto na educação local.

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