Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
A Escola de Princesas, fundada em Oberland em 2013, expandiu suas unidades para Uberaba, Belo Horizonte e São Paulo, esta última por meio de franquias. A polêmica instituição oferece cursos que abordam valores morais e sociais, etiqueta, postura corporal e aparência pessoal, além de ensinar “como se guardar para o príncipe” e restaurar a moralidade do casamento. A iniciativa gerou diversos comentários indignados nas redes sociais.
Polêmica e Atraso Mental
Para o professor João Roberto de Araújo, a escola representa um “profundo atraso mental”, um resquício medieval que persiste na sociedade. Ele argumenta que a fantasia de ser princesa ou príncipe é fruto do sofrimento histórico da mulher, que busca um salvador mítico em um príncipe encantado. O fascínio, segundo ele, é intensificado pela ideia de uma vida sem trabalho doméstico, com mordomias e status social, atraindo não só as alunas, mas também suas famílias que veem no casamento um meio de ascensão social.
A Importância da Educação Realista
O professor destaca a diferença entre etiqueta social superficial (bons modos, aparência) e a etiqueta mental, que busca liberdade, igualdade e fraternidade. Ele defende uma educação conectada à realidade, que ensine sobre a luta pela vida, os desafios e a responsabilidade pela própria felicidade. Uma educação superior, segundo ele, desfaz ilusões, ensina compreensão e a não depender da felicidade alheia, rejeitando a manipulação e a mentira em prol da autenticidade.
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A Busca por Igualdade
Em suma, a existência da Escola de Princesas levanta questionamentos sobre a necessidade de uma educação que promova a igualdade entre homens e mulheres, alertando para os perigos de fantasias irrealistas. A instituição, apesar de ensinar etiqueta, parece ignorar a importância de uma formação que prepare as jovens para a realidade de uma vida independente e igualitária, sem a dependência de um “príncipe encantado”.



