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Escolas de Ribeirão estão recebendo materiais didáticos com seis meses de atraso

Livros e apostilas, que deveriam ter sido entregues no começo do ano, estão sendo disponibilizados apenas no segundo semestre
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Livros e apostilas, que deveriam ter sido entregues no começo do ano, estão sendo disponibilizados apenas no segundo semestre

Livros e apostilas, que deveriam ter sido entregues no começo do ano, estão sendo disponibilizados apenas no segundo semestre

Imagine colocar o filho na escola para ser alfabetizado e passar o primeiro semestre inteiro sem qualquer material de apoio. Essa foi a realidade de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Romualdo de Souza, em Ribeirão Preto.

Falta de Materiais Didáticos: Um Relato Parental

Fernando José Alves, pai de uma aluna de seis anos da unidade, relata que sua filha só recebeu os livros para alfabetização nesta semana, faltando pouco para o fim do ano letivo. Segundo Alves, a falta de materiais é uma demonstração de descaso do governo com a população, gerando preocupação com a educação de seus filhos. Ele menciona que possui outro filho na mesma unidade, e que a falta de materiais é recorrente.

A Responsabilidade Compartilhada e a Ação dos Conselhos Escolares

Danilo Valentim, professor da rede municipal e conselheiro municipal de educação, destaca a importância da participação dos pais na fiscalização das unidades escolares por meio dos conselhos. Ele enfatiza o papel deliberativo, consultivo e fiscalizador desses conselhos na gestão escolar e na garantia da qualidade do ensino. Valentim aponta a problemática como um reflexo de questões mais amplas na educação, incluindo a merenda, a infraestrutura, a formação dos professores e o fornecimento de uniformes.

Histórico de Problemas e a Posição da Secretaria Municipal de Educação

Este não é um caso isolado em Ribeirão Preto. Em 2022, o Tribunal de Contas do Estado apurou atrasos na entrega de materiais escolares e uniformes. Em 2017, cerca de 40 mil alunos foram afetados por situação semelhante. A Secretaria Municipal de Educação admitiu a falha, atribuindo-a à insuficiência do envio de materiais pelo governo federal. A secretaria informou que a distribuição começou no início do ano letivo, e que os professores utilizaram estratégias pedagógicas alternativas para minimizar os prejuízos aos alunos durante o período sem os livros.

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