Manifestos contra fechamento de unidades de ensino estaduais são feitos em Franca, Sertãozinho e Taquaritinga
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de recurso da Secretaria Estadual da Fazenda Pública, que buscava a reintegração de posse das escolas ocupadas por estudantes desde o início do mês. As ocupações são um protesto contra a reorganização escolar proposta pelo governo estadual.
Entenda a Reorganização Escolar
A reorganização escolar prevê a divisão das escolas por ciclos, a transferência de alunos para readequar a rede e o fechamento de 93 escolas, que seriam utilizadas para outros fins educacionais. Atualmente, a manifestação atinge 86 unidades em todo o estado, com 42 cidades na capital paulista, de acordo com a Secretaria de Educação. Na região de Ribeirão Preto, estudantes ocupam unidades em Sertãozinho, Taquaritinga e Franca.
Ocupações e Reivindicações
Os estudantes trancaram os portões das escolas e controlam a entrada de funcionários e alunos, o que levou à suspensão das aulas e ao cancelamento de provas como o Saresp. Gabriela Vampelte, representante da UPS, explica que a ocupação ocorreu após tentativas frustradas de diálogo com a direção regional de ensino. Maria Daniel Toniel, mãe de uma aluna, aguarda negociações para evitar o fechamento da escola Bruno Peron, que, segundo ela, não estava na lista inicial de fechamentos.
Reações e Próximos Passos
A Polícia Militar acompanha as manifestações, garantindo que sejam pacíficas e sem danos. A direção das escolas registrou boletins de ocorrência. Em Taquaritinga, líderes do movimento planejam protocolar um pedido de intervenção no Ministério Público para cancelar a reorganização. A dirigente de ensino de Sertãozinho, Cássia Regina Furtado, afirma que o fechamento das escolas não prejudicará os estudantes, mas expressa preocupação com a presença de pessoas estranhas nas ocupações. Em Franca, a escola estadual Sueli Machado da Silva também está ocupada, após a decisão de atender apenas alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
O governo do estado de São Paulo busca negociar com desembargadores do Tribunal de Justiça sobre o pedido de reintegração de posse, após ter o primeiro pedido negado.



