Ao todo são 12 unidades em Ribeirão Preto e Serrana; categoria está revoltada com reversão do bônus em aumento de 2,5%
O dia amanheceu com escolas fechadas e milhares de alunos da rede estadual sem aulas em diversas regiões. A paralisação dos professores, deflagrada nesta quarta-feira, é uma resposta ao não cumprimento, por parte do governo estadual, do pagamento do bônus por mérito, um benefício concedido às escolas que alcançam ou superam as metas estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).
Entenda a Reivindicação dos Professores
O bônus por mérito é um reconhecimento financeiro para as escolas que se destacam no Idesp, que avalia o desempenho dos alunos tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. Segundo Henrique Beirão, diretor da Aposp, e Mauro Inácio, representante dos professores do ensino oficial do estado de São Paulo, o pagamento do bônus deveria ter sido efetuado até o dia 31 de março. No entanto, a categoria foi informada de que o benefício não seria pago e que o governo enviaria à Assembleia Legislativa uma proposta para alterar a forma de distribuição desses recursos, convertendo-os em reajuste salarial.
O Contraponto do Governo e a Insatisfação da Categoria
O governo estadual alega que o valor referente ao bônus será revertido em um reajuste salarial para cerca de 400 mil professores e outros profissionais ativos e aposentados das escolas estaduais. Contudo, a proposta de um reajuste de 2,5% é considerada inaceitável pela Aposp, que a julga bem inferior à inflação acumulada desde o último reajuste. Mauro Inácio enfatiza que o sindicato recusou o percentual oferecido, argumentando que não é possível iniciar uma discussão com um reajuste tão insignificante. Ele critica a decisão do governo de cancelar o pagamento do bônus e distribuir o valor como aumento salarial, que, segundo ele, não atende às necessidades da categoria.
Próximos Passos e Mobilização da Categoria
A Aposp informou que as escolas que aderiram à paralisação desta quarta-feira também permanecerão fechadas nesta quinta-feira, aguardando um diálogo com representantes do governo. Uma manifestação está agendada para as três horas da tarde desta quinta-feira, em frente à diretoria regional de ensino, localizada na Avenida 9 de Julho. Além disso, a entidade planeja um novo protesto para o dia 8 de abril, com a participação de todas as escolas do estado. O projeto de lei com a proposta de reajuste salarial será enviado à Assembleia Legislativa, onde o percentual de aumento ainda será definido.
A insatisfação da categoria é evidente, e a luta por uma valorização salarial justa e pelo cumprimento dos acordos firmados com o governo estadual continua sendo a principal motivação para a mobilização dos professores.



